- O pastor Silas Malafaia afirmou, em podcast, que cristãos não devem votar em candidatos que defendem posições incompatíveis com a fé, citando Lula e críticas à aproximação com regimes comunistas.
- Ele associou o comunismo à perseguição religiosa em países como China, Coreia do Norte e Cuba.
- Malafaia questionou o apoio de parte do eleitorado evangélico a quem, segundo ele, apoia esses regimes e perseguição a religiosos.
- Rebateu a ideia de que religião e política não devem se misturar, citando o PT como exemplo de envolvimento com comunidades religiosas.
- Dados indicam crescimento do eleitorado evangélico no Brasil, de 22% em 2010 para 32% em 2022, com projeção de 36% em 2026, sendo a região Norte, especialmente o Acre, com índices próximos de 44%.
O pastor Silas Malafaia afirmou, em participação no podcast Iron Talks, que cristãos não deveriam votar em candidatos que defendam posições incompatíveis com a fé. Ao comentar o cenário político brasileiro, ele criticou a aproximação do governo com regimes de orientação comunista e mencionou declarações atribuídas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Malafaia, o cristão não pode apoiar iniciativas que, em sua leitura, atacam valores como costumes, família e pátria. Ele citou supostas falas de Lula proferidas no Foro de São Paulo, em 2023, e ainda comentou uma declaração atribuída ao presidente em 2002, questionando o apoio político que a longo prazo seria dado a pautas consideradas contrárias à fé.
O pastor associou o comunismo a violações de liberdade religiosa em diferentes países, destacando restrições a igrejas e perseguição a líderes religiosos. Ele citou a China, a Coreia do Norte e Cuba para sustentar a relação entre regimes de orientação comunista e repressão religiosa, sem apresentar dados oficiais de casos específicos durante o diálogo.
Malafaia também levantou uma crítica ao papel de parte do eleitorado evangélico, questionando como manter a fé enquanto se apoia quem, segundo ele, se coloca ao lado de quem persegue cristãos. O posicionamento gerou reação entre defensores da separação entre religião e política, que veem no voto um direito político e não uma obrigação religiosa.
Crescimento do eleitorado evangélico no Brasil
Dados censitários mostram expansão do conjunto evangélico no Brasil. Em 2010, esse grupo respondia por cerca de 22% da população; em 2022, a participação subiu para 32%, com projeções indicando 36% em 2026. O contingente representa hoje aproximadamente um terço da população, com peso decisivo em eleições municipais, estaduais e federais.
Entre jovens de 10 a 14 anos, 31,6% já se identificam como evangélicos, sinal de possível continuidade desse aumento no peso político nas próximas décadas. A região Norte concentra a maior presença, com Acre registrando níveis próximos a 44%. Esses números influenciam estratégias de candidatos conservadores em diferentes esferas do poder público.
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