- O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, criticou a PEC que acaba com a escala 6×1, dizendo que a mudança é eleitoral e pode trazer efeitos negativos para empresas, trabalhadores e consumidores.
- Marinho comparou a medida ao “golpe da picanha” e afirmou que o governo não discute as implicações ou a viabilidade prática da proposta.
- Ele explicou que reduzir a jornada sem redução de salário elevaria os custos das empresas, que poderiam repassar isso para preços de produtos e serviços.
- A PEC, na visão dele, afetaria prefeituras, hospitais, condomínios e empresas prestadoras, especialmente setores que hoje operam na escala 12×36.
- O senador apresentou uma PEC alternativa para permitir que trabalhadores escolham entre a CLT tradicional e um modelo baseado em horas efetivamente trabalhadas, com direitos assegurados de forma proporcional. A íntegra da entrevista vai ao ar às 23h na Record News.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, criticou a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1, afirmando que a mudança defendida pelo governo de Lula é eleitoral e pode elevar custos, pressionar a inflação e aumentar a informalidade. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (18) e foi ao ar no JR Entrevista, com a íntegra prevista para as 23h na RECORD News.
Marinho disse que o governo não se preocupa com as consequências reais da medida. Segundo ele, a proposta promete menos trabalho, mas não explica impactos para empresas, trabalhadores e consumidores. Ele chamou o projeto de simples estratégia eleitoral sem viabilidade prática.
O senador sustentou que reduzir a jornada mantendo salários aumentaria custos para as empresas, que seriam repassados aos preços. Também afirmou que prefeituras, hospitais, condomínios e empresas de serviços sofreriam impactos, principalmente setores que hoje utilizam a escala 12×36.
Marinho criticou ainda a ideia de igualar regimes sem ajuste, reforçando que a mudança seria inexequível e aumentaria a precarização. Ele alertou sobre efeitos na Previdência, na dívida pública e na capacidade de investimento em saúde e educação, defendendo que a proposta trata desiguais como iguais.
Proposta alternativa
Marinho apresentou uma PEC alternativa para permitir opção entre o regime tradicional da CLT e um modelo baseado em horas efetivamente trabalhadas, com negociação direta entre trabalhador e empregador. Segundo o senador, a ideia não altera direitos constitucionais, como férias, 13º, FGTS, licença-maternidade e licença-paternidade, mas paga esses direitos de forma proporcional.
Ele explicou que a proposta busca liberdade de negociação e de definição da jornada. Dados citados apontam produtividade brasileira média de aproximadamente US$ 17 por hora, enquanto em países da região que adotaram ações semelhantes, a produtividade oscila entre US$ 29 e US$ 30 por hora.
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