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MP aponta salto patrimonial e assessores ligados ao TCP em deputado Val Ceasa

MP investiga deputado Val Ceasa por suposta ligação com o Terceiro Comando Puro; buscas revelam movimentação de imóveis e assessores ligados à facção

Roosevelt Barreto Barcelos, o Val Ceasa, alvo de operação do MPRJ.
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  • O Ministério Público do Rio deflagrou buscas na casa e no gabinete do deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, o Val Ceasa, suspeito de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP).
  • A investigação teve início após a Polícia Militar indicar que o deputado tentou impedir a demolição de imóveis ligados ao TCP no Complexo de Israel, em dezembro de 2023.
  • O MP aponta vínculos do deputado com o crime organizado: irmão de traficante trabalhava na Assembleia; um assessor foi indiciado em investigação de homicídio ligado à facção; outro servidor foi morto pelo Comando Vermelho; quatro comissionados teriam anotações criminais ou parentes nessas circunstâncias.
  • Divergências no patrimônio do deputado chamaram atenção: em 2022 ele declarou 1 milhão de reais em bens, mas apurações indicam ligações com transações que superariam 13 milhões, incluindo galpão no Espírito Santo e imóveis no Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca.
  • A operação também atingiu ex-assessor e ex-vereador ligados a Val Ceasa; foram apreendidos 320 mil reais em dinheiro vivo; a ação contou com autorização do desembargador Gilmar Augusto Teixeira e inclui quebra de sigilo de mensagens e requisição de relatórios ao Coaf.

A investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro levou a buscas na casa e no gabinete do deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como Val Ceasa. Oive alvo é possível envolvimento com o crime organizado, segundo apuração inicial do MP.

A operação foi desencadeada após um alerta da Polícia Militar, em dezembro de 2023, quando o parlamentar procurou o 16º Batalhão, em Olaria, para tentar impedir a demolição de imóveis ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de Israel.

Elementos da investigação

O MP aponta ligações do deputado com o TCP. Entre os indícios, está o fato de Val Ceasa ter empregado, na Assembleia, o irmão de um traficante do grupo. Outro assessor foi indiciado em investigação de homicídio atribuído ao líder da facção na comunidade Muquiço. Um terceiro servidor foi morto pelo Comando Vermelho.

Patrimônio e transações

Divergências no patrimônio do deputado chamaram a atenção do MP. Em 2022, Val Ceasa declarou 1 milhão de reais em bens, mas apurações indicam relações com empresas e transações imobiliárias que superam 13 milhões de reais, incluindo galpão no Espírito Santo e imóveis no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca.

Desdobramentos e peças da diligência

Além do deputado, foram alvo da operação ex-assessores e ex-vereador, que esteve com Val Ceasa no 16º BPM. Foram apreendidos 320 mil reais em dinheiro vivo em endereços ligados ao parlamentar. Alerj disse estar à disposição para colaborar com as investigações.

Versões e continuidade

Val Ceasa afirmou, em discurso na Assembleia, que enfrenta perseguição política e que vai provar ser “gente de bem”. Testemunhas, como o então secretário de Ordem Pública, relatam versões sobre o uso social dos imóveis, que teriam sido articuladas para camuflar a atividade do TCP, segundo o MP.

Autorização judicial e próximos passos

A operação foi autorizada pelo desembargador Gilmar Augusto Teixeira, que ressaltou a gravidade dos fatos. A decisão incluiu quebra de sigilo de mensagens e requisição de relatórios ao Coaf para verificar recursos da facção. A Alerj reiterou cooperação com as investigações.

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