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Negócios na Bahia podem ampliar investigação sobre Master em outros estados

Investigações da Operação Compliance Zero podem ampliar ligações políticas do Master além da Bahia, envolvendo Terra Firme e PKL One no Credcesta

Augusto Lima durante sessão da Assembleia Legislativa da Bahia
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  • A nona fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF, realizou buscas na Terra Firme da Bahia Ltda. e na PKL One Participações, ligadas ao empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Master.
  • As investigações podem ampliar as conexões políticas do Banco Master para além da Bahia, com foco inicial na atuação de Vorcaro e da Terra Firme.
  • O Credcesta, produto do Master, atua em serviços financeiros com desconto em folha; segundo balanço de 2024, chegou a 24 estados e 176 municípios.
  • Em ranking da Folha, a Terra Firme da Bahia Ltda foi a segunda entidade que mais recebeu recursos do Master entre 2022 e 2025, com R$ 186 milhões; a ONG Terra Firme recebeu quase R$ 74 milhões.
  • Os advogados de Augusto Lima afirmam que ele sempre atuou dentro da lei e que as diligências da PF foram desnecessárias, buscando demonstrar a licitude das ações.

As buscas autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça, na 9ª fase da Operação Compliance Zero, podem ampliar as investigações sobre as conexões políticas do Banco Master para além da Bahia. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira, com foco em documentos das empresas Terra Firme da Bahia Ltda e PKL One Participações, ligadas ao empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Master.

Segundo apurações, as diligências também envolvem o histórico de atuação do grupo Terra Firme na articulação entre setores público e privado. O Credcesta, produto do Master que oferece pacotes de benefícios a servidores com crédito em folha, figura entre os ativos analisados pela PF durante o cumprimento de mandados.

As informações indicam que o Credcesta atingiu 24 estados e 176 municípios, conforme balanço de 2024 do Master. A PF recolheu documentos de empresas associadas a Lima durante a operação, que investiga, entre outros pontos, repasses e operações financeiras envolvendo o grupo.

Investigações e regionalidade

Executivos do mercado financeiro, que acompanham o Master, disseram à reportagem que a Terra Firme de Lima atuava na criação de pontes entre setor público e privado, além de acompanhar de perto a expansão do cartão Credcesta. Parte das transações envolve repasses à Terra Firme e à ONG homônima.

A ONG Terra Firme, presidida pela esposa de Lima, Flávia Lima, aparece no ranking de repasses, ocupando o décimo lugar entre entidades ligadas ao grupo, com quase R$ 74 milhões. A atuação da ONG já havia sido alvo de levantamentos na investigação.

Defesa e posição da defesa

A defesa de Augusto Lima afirma que ele sempre atuou dentro dos limites da lei. Em nota, os advogados disseram que Lima está à disposição das autoridades há seis meses para esclarecer os fatos. A defesa sustenta que as diligências ajudam a demonstrar a licitude das atividades apuradas.

A reportagem segue acompanhando o desenrolar das apurações, com o objetivo de esclarecer vínculos entre as empresas, as transações financeiras e as possíveis interfaces com autoridades estaduais e municipais. A PF trabalha para esclarecer o conjunto de fatos apurados até o momento.

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