- Governo avalia trocar o líder no Senado caso Lula decida mover as peças, em meio a derrotas no Congresso e à operação da Polícia Federal que mirou Jaques Wagner.
- Wagner nega irregularidades; parlamentares do PT defendem que ele deveria abrir mão do posto.
- Medidas envolvendo a liderança podem ter impacto na imagem de Lula em relação à sua busca pela reeleição.
- Camilo Santana (CE) está entre os nomes cotados para assumir a liderança, com proximidade ao presidente Lula e ao presidente do Senado.
- Outra opção em estudos é Otto Alencar (PSD-BA), que já substituiu Wagner e hoje lidera a Comissão de Constituição e Justiça, mas pode não aceitar novo encargo.
O governo avalia alternativas para substituir a liderança do Senado caso o atual líder, Jaques Wagner, do PT, perca apoio interno ou seja alvo de desgaste público. A avaliação ocorre em meio a derrotas no Congresso e a uma operação da Polícia Federal que atingiu Wagner. A partir do contexto, o Planalto busca manter a influência no Legislativo sem abrir espaço para fragilidades.
Wagner enfrenta questionamentos sobre irregularidades envolvendo o banco de Daniel Vorcaro, segundo apurações em apuração da PF, embora o parlamentar afirme não ser réu nem ter sido denunciado. Parlamentares do PT discutem a necessidade de que ele desligue-se do cargo para preservar a imagem do governo.
A eventual mudança depende de como o governo lida com o desgaste e de como isso impacta a estratégia de reeleição do presidente Lula. A permanência de Wagner é vista por alguns como crucial para manter a capacidade de negociação no Senado.
Caso haja substituição, Camilo Santana, ex-ministro da Educação, é citado como provável responsável pela liderança. Santana tem estreitado contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, desde a saída do Ministério.
Outra possibilidade avaliada fora do PT é Otto Alencar, hoje presidente da CCJ. Ele já substituiu Wagner em 2024 durante licença médica. Entretanto, pode não desejar assumir nova função de liderança.
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