- A operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, investiga esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master, com desvios no mercado de capitais para mascarar prejuízos; envolve o banco de Daniel Vorcaro, gestores, empresários e possível envolvimento de políticos.
- Na nona fase, a investigação mira o senador Jaques Wagner, o empresário Augusto Lima e outros suspeitos, incluindo crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- A primeira prisão de Daniel Vorcaro ocorreu na noite de 17 de novembro de 2025, quando ele se preparava para embarcar para o exterior; o sócio Augusto Lima também chegou a ser detido.
- A apuração aponta a venda de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudulentas ao BRB, com itens de alto valor como um jatinho de Vorcaro avaliado em R$ 200 milhões, além de milhões em dinheiro e bens apreendidos.
- Em 2026, houve nova prisão de Vorcaro, cumprimento de mandados contra servidores do Banco Central, investigações sobre mesadas pagas ao senador Ciro Nogueira (ao menos R$ 6 milhões) e desdobramentos envolvendo hackers ligados ao grupo descrito pela PF.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, investigando um esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master. As apurações apontam uso de estruturas do mercado de capitais para desviar recursos e mascarar prejuízos. A primeira fase ocorreu em novembro de 2025, após solicitação do Ministério Público Federal.
A investigação envolve o dono do Master, Daniel Vorcaro, outras pessoas ligadas a operações com carteiras de crédito e fundos de investimento, além de empresários. Os crimes apurados incluem gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, com suspeitas também sobre políticos.
Nesta quinta-feira, a nona fase mira o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, antigo sócio de Vorcaro. A ação também envolve buscas em endereços ligados a Wagner, conforme levantado pela PF.
A operação aponta a venda de cerca de 12,2 bilhões de reais em carteiras de crédito consignado consideradas fraudulentas pelo BRB, entre outros alvos. Entre os bens apreendidos está um jatinho avaliado em 200 milhões de reais, além de dinheiro, relógios, joias e obras de arte.
A Polícia Federal verificou que Vorcaro chegou a ter três planos de voo diferentes antes de ser preso, em novembro de 2025, no aeroporto de Guarulhos, quando embarcaria para o exterior. A defesa contestou as informações sobre eventual fuga.
Em fases seguintes, a PF investigou o uso de fundos de investimento para a compra de ativos podres, como ações de instituições extintas. Entre os envolvidos, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso em abril, sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.
Outra linha da operação envolve o envolvimento de servidores do Banco Central e autoridades, incluindo a apreensão de pessoas ligadas ao empresário. Em maio, a PF prendeu hackers que faziam parte de um grupo utilizado pela organização liderada por Vorcaro.
Também há apuração sobre a participação de fundos de previdência de servidores na aplicação de recursos do Master, com foco em investimentos não cobertos pelo FGC. A oitava fase da operação apurou o uso de letras financeiras como parte do esquema.
No Rio de Janeiro, a PF cumpriu mandados contra o ex-governador Cláudio Castro, ligado a investigações sobre aplicações no Rioprevidência, fundo de pensão estadual, no Banco Master. A nona fase ampliou o escrutínio sobre pagamentos vinculados ao Master a outros atores políticos.
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