- Nesta quinta-feira, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio cumprem 14 mandados de busca e apreensão contra agentes públicos suspeitos de ligação com a facção TCP (Terceiro Comando Puro).
- A investigação apura uso de cargos para favorecer o grupo, incluindo atraso na demolição de imóveis ligados ao TCP, como um resort em Parada de Lucas.
- Entre os alvos estão o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador Ulisses Marins e um ex-assessor parlamentar que hoje trabalha em uma empresa pública de energia.
- Durante as buscas, foram apreendidos aproximadamente R$ 166 mil na residência de Val Ceasa e cerca de R$ 150 mil em outros endereços ligados ao parlamentar.
- Alerj e Prefeitura do Rio divulgaram posicionamentos sobre a operação; a ação é realizada pela Ciaf e pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência da Promotoria.
Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpre 14 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18). A investigação apura suposta interferência de agentes públicos para atrasar a demolição de imóveis ligados ao TCP no Complexo de Israel, na zona norte. Entre os alvos estão políticos e ex-agentes.
Os investigadores apontam que parlamentares e ex-assessores teriam usado cargos para favorecer o grupo criminoso, defendendo argumentos como imóveis destinados a serviços sociais. A demolição de um resort em Parada de Lucas foi atrasada pela suposta influência política.
Val Ceasa, deputado estadual do PRD, está entre os investigados. Ulisses Marins, ex-vereador do União Brasil, e um ex-assessor que atua em empresa pública de energia também figuram na apuração. A operação ocorre com apoio da PM e da Promotoria de Justiça.
Mandados e ações
Ao longo das buscas, foram apreendidos cerca de R$ 166 mil em espécie na residência de Val Ceasa, segundo os investigadores. Aproximadamente R$ 150 mil foram encontrados em outros endereços ligados ao parlamentar.
Contexto do Complexo de Israel
O Complexo de Israel compreende cinco comunidades e é considerado principal reduto do TCP na cidade. A polícia investiga uso do narcopentecostalismo para expansão territorial e a defesa de ações que retardariam a demolição de imóveis ligados ao grupo.
Reações institucionais
A Assembleia Legislativa do Rio disse acompanhar a operação e se coloca à disposição para colaborar com as investigações. A Prefeitura informou que Ulisses Marins não integra o quadro de servidores municipais desde 2025, com nomeação revogada após avaliação de integridade.
A operação é realizada pela Ciaf, a Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro, em conjunto com a Coordenadoria de Segurança e Inteligência da Promotoria.
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