- O deputado estadual Val Ceasa, do Rio de Janeiro, é alvo de operação do Ministério Público e da Polícia Civil por suspeita de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP).
- Ao todo, foram cumpridos quatorze mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
- Também são investigados Ulisses de Almeida Marins e Michael Johnny Vianna de Azevedo; apurações apontam esforços para obter informações sobre uma operação de demolição de imóveis ligados ao TCP.
- R$ 166 mil em espécie foram apreendidos, sendo cerca de R$ 150 mil localizados em endereços ligados ao deputado.
- A investigação analisa a possível tentativa de impedir a demolição de imóveis do tráfico, como o Resort Green, em Parada de Lucas.
O deputado estadual do Rio de Janeiro Val Ceasa (PRD) esteve sob operação nesta quinta-feira, 18, por suspeita de atuação de agentes públicos a favor do TCP, a facção Terceiro Comando Puro. Mandados de busca foram cumpridos no Rio e no Espírito Santo.
Ao todo, 14 mandados de busca e apreensão foram realizados, envolvendo a sede da Assembleia Legislativa, a Ceasa-RJ e imóveis ligados aos investigados. A ação é conduzida pelo MPRJ em conjunto com a Polícia Civil.
A apuração aponta tentativa de obter informações sobre uma operação sigilosa para demolir imóveis usados pelo TCP na região de Parada de Lucas, no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A análise indica que a defesa de favorecer a demolição não condizia com a realidade.
Foi encontrado R$ 166 mil em dinheiro vivo durante as diligências, sendo parte dele localizada em endereços ligados ao deputado. Investigações apontam que o dinheiro pode estar relacionado a vantagens indevidas.
Contexto da investigação
Segundo informações do MPRJ, os agentes teriam usado influência parlamentar para convencer a Polícia Militar de que os imóveis destinavam-se a serviços sociais, o que não condizia com os atos. A ação teve o apoio da CSI/MPRJ e da Polícia Civil.
Entre os alvos estão Ulisses de Almeida Marins, ex-vereador, e Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor parlamentar. Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do TJ-RJ e solicitados pela Procuradoria-Geral de Justiça.
A Alerj informou que acompanha a operação e se dispõe a colaborar. A prefeitura do Rio confirmou que Ulisses Marins não integra o quadro municipal e teve contratação anulada após avaliação da Secretaria de Integridade.
Entre na conversa da comunidade