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Operação mira Jaques Wagner e braço do Master no PT da Bahia

Operação mira aliados do PT na Bahia; há suspeita de envolvimento de Jaques Wagner em esquema ligado ao Banco Master e ao empresário Augusto Lima

Lula e Wagner, principal articulador do PT na Bahia e alvo da nona fase da Operação Compliance Zero
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  • A nona fase da Operação Complice Zero mira o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, em apuração de vínculos entre o Banco Master, o PT na Bahia e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Também é alvo o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, que em 2018 arrematou a rede baiana Cesta do Povo (antiga Empresa Baiana de Alimentos, Ebal).
  • Lima criou um sistema de crédito consignado para servidores públicos que foi levado ao Banco Master, batizado de Credcesta.
  • A PF suspeita que Lima tenha atuado na operação fraudulenta de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB); ele já havia sido preso na primeira fase, mas foi solto pelo TRF-1.
  • Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão, com medidas cautelares como proibição de contato entre investigados, suspensão de passaportes e monitoramento eletrônico, em Bahia, São Paulo e Distrito Federal; podem ser crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O Ministério da Justiça informou que a nona fase da Operação Complice Zero mira agora políticos aliados ao presidente Lula, com foco no PT da Bahia. O principal alvo é Jaques Wagner, líder do governo no Senado, investigado por supostos vínculos com o Banco Master e esquema envolvendo o partido.

A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Wagner, ao empresário Augusto Lima e a outros executivos. As ações ocorrem na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, sob decisão do Supremo. Não houve monitoramento eletrônico de imediato.

Segundo as investigações, a PF analisa possíveis crimes de corrupção, ativa e lavagem de dinheiro relacionados a operações com o Master e o PT na Bahia. A divulgação não confirma culpabilidade, apenas aponta indícios para apuração.

Envolvidos e desdobramentos

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro aparece como figura central em ligações entre o Master e negócios no estado, conforme apurado até o momento. Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, foi proprietário da rede Cesta do Povo e atuou em crédito consignado ligado ao Master.

Lima chegou a ser preso na primeira fase da operação, em novembro do ano passado, mas foi solto pelo TRF-1. A PF continua investigando participação dele na venda do Master ao BRB e em outras movimentações financeiras associadas ao caso.

Contexto político e informações adicionais

O escopo da investigação já envolve fases anteriores que miraram outros políticos, incluindo Ciro Nogueira. Em Porto Rico, o jornal O Globo confirmou acordos entre grupos do PT e de ACM Neto para evitar impactos eleitorais.

O Terra apurou que Wagner ainda não se manifestou oficialmente sobre a nova etapa da operação. A assessoria do senador informou que aguarda retorno sobre o pedido de posicionamento. As autoridades não divulgaram novos detalhes de provas.

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