- O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (18).
- Estão sob investigação crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, com 18 mandados de busca e apreensão cumpridos pelo STF.
- Os mandados foram executados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal; o ministro André Mendonça, do STF, aponta Wagner como suposto beneficiário central das vantagens investigadas.
- A operação gerou reações de oposição e aliados, com críticas de políticos do PL e apoio de dirigentes do PT.
- Parlamentares aliados defenderam o senador, ressaltando direito à ampla defesa e expectativa de esclarecer os fatos.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18). A ação envolve 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em três estados: Bahia, São Paulo e o Distrito Federal. A investigação apura crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Conforme a decisão do ministro André Mendonça, do STF, Wagner é apontado pela PF como o suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas. O senador seria o agente público que teria favorecido pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais estruturados pelas irregularidades apuradas.
A operação acontece no contexto de atuação da PF e do STF, com a Justiça reconhecendo a necessidade de esclarecer os fatos envolvendo o senador. Não houve detalhes sobre quais órgãos ou entidades teriam sido beneficiados pelas supostas vantagens.
Reações de oposição e aliados
Pessoas ligadas à oposição e apoiadores do governo reagiram nas redes sociais. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionou o tema em evento em São Paulo, referindo-se ao PT da Bahia. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcanti (RJ), criticou o PT pela condução da situação, atribuindo a imagem de lama ao partido.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que já havia alertado sobre Jaques Wagner, em meio às falas de apoio e contestação. O presidente do PT, Edinho Silva, informou que Wagner é depositário da confiança do partido e terá sua inocência provada. Ele destacou a certeza de esclarecer os fatos.
Parlamentares da bancada petista também manifestaram apoio a Wagner. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) expressou solidariedade ao colega e ressaltou a relação de amizade entre ambos. O deputado Orlando Silva (PCdoB-BA) defendeu o direito à ampla defesa e destacou que não houve interferência, mantendo o devido processo legal.
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