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Opositora volta à Venezuela após convite dos EUA

O retorno de Dinorah Figuera à Venezuela, após convite dos Estados Unidos, visa debater uma transição política e liberdades de expressão

A deputada opositora Dinorah Figuera conversando nesta quinta (18) com o presidente do Parlamento chavista, Jorge Rodríguez. (Foto: Ronald Peña R/EFE)
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  • Dinorah Figuera retornou à Venezuela em 18 de junho, após aceitar um convite do Departamento de Estado dos Estados Unidos para discutir a transição política no país.
  • Ao chegar ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, ela teve encontros com o encarregado de negócios dos EUA na Venezuela, John Barrett, e com o presidente da atual Assembleia Nacional controlada pelo chavismo, Jorge Rodríguez.
  • A opo­sicionista afirmou que as conversas integram uma agenda de trabalho sobre a transição política e visam ampliar a liberdade de expressão e reduzir as diferenças no país.
  • Figuera viveu exilada na Espanha desde 2021, tendo passado também pela Embaixada da França em Caracas; em 2018, foi ligada à morte do vereador Fernando Albán, sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional.
  • Em abril, ela se reuniu com Michael Kozak, subsecretário de Estado dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que a reconheceu como líder da Assembleia Nacional de 2015 e discutiu caminhos para uma transição democrática estável.

Dinorah Figuera, oposicionista venezuelana, retornou ao país nesta quinta-feira, 18, após aceitar convite do Departamento de Estado dos EUA para discutir uma transição política. A visita ocorreu no contexto de articulação entre Estados Unidos e setores da oposição.

Ao chegar ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, Figuera manteve encontros com o encarregado de negócios dos EUA em Caracas, John Barrett, e com o atual presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Segundo a opositora, as reuniões integram uma agenda ampla para estabelecer uma pauta de trabalho sobre a transição no país.

Figuera é defensora da continuidade da Assembleia Nacional eleita em 2015, último Parlamento controlado pela oposição. Ela afirma representar o que considera o último poder legítimamente eleito na Venezuela. O retorno ocorre em meio a esforços diplomáticos para criar um espaço de diálogo com o chavismo.

Contexto da articulação política

A dirigente já vivia no exílio na Espanha desde 2021, após ter deixado a Venezuela por motivos políticos. Em 2018, o vereador opositor Fernando Albán morreu sob custódia das autoridades venezuelanas, episódio que ajudou a consolidar o exílio da líder entre 2021 e 2023.

Figuera foi nomeada presidente da Assembleia Nacional em janeiro de 2023, mesmo com o término formal do período legislativo em janeiro de 2021. Partidos oposicionistas aguardam que a instituição siga atuando, ainda que no exterior, segundo relatos da imprensa.

A imprensa aponta que a visita de Figuera aos EUA busca abrir caminho para uma eventual negociação sobre instituições venezuelanas. Em abril, a dirigente se reuniu com Michael Kozak, subsecretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que reforçou reconhecimento à Assembleia de 2015 e discutiu caminhos para uma transição democrática estável.

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