- Líderes do PT defendem a presunção de inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA) diante da nova fase da Operação Compliance Zero.
- Mesmo assim, há apreensão no governo sobre possível impacto eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- A PF realizou a operação nesta manhã, com 18 mandados de busca e apreensão, atingindo Wagner, familiares e o empresário Augusto Lima (Guga Lima).
- A apuração investiga possível negociação de um apartamento de cerca de R$ 2,5 milhões e uso de jatinhos privados, além de ingressos caros para shows.
- Também há suspeitas relacionadas a contratos do Banco Master com a nora de Wagner; petistas próximos a Lula defendem firme avanço das investigações para proteger o governo.
Lideranças governistas e do PT trabalham para defender a presunção de inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA) diante da nova fase da Operação Compliance Zero, que atingiu o líder do governo na Câmara. A Polícia Federal cumpre mandados na manhã desta quinta-feira.
A operação envolve familiares de Wagner e o empresário Augusto Lima, conhecido como Guga Lima, antigo sócio de Daniel Vorcaro. A PF apura possível negociação de um apartamento de cerca de R$ 2,5 milhões e eventuais vantagens em uso de jatos e ingressos para shows.
Também há suspeitas anteriores envolvendo contratos do Banco Master com a Nora do senador. Em Salvador, Wagner soube da ação; auxiliares próximos ainda não tinham informações detalhadas sobre a reação dele.
Petistas próximos a Lula admitem que Wagner tem explicações a dar, sobretudo sobre a possível aquisição do imóvel pela família. A leitura é de que as investigações não devem recair diretamente sobre o governo, mas geram apreensão eleitoral.
Para aliados de Lula, contudo, é essencial manter firme a defesa do avanço das apurações, sem jogar dúvidas sobre a institucionalidade. A postura é alinhada à atitude do presidente em casos envolvendo familiares, como já ocorreu.
É consenso entre interlocutores citados pela CNN Brasil que a defesa da presunção de inocência não impede o empenho pela coleta de evidências. A ideia é separar o que ocorre com o parlamentar do governo como um todo.
A PF realiza 18 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta, ampliando o escrutínio sobre Wagner e ligados a seu entorno. A movimentação ocorre em cidades do estado e no Distrito Federal.
Até o fim da manhã, não havia confirmação sobre a reação de Wagner. A avaliação interna é de que o senador buscará esclarecer fatos para preservar o possível apoio ao governo.
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