- A Polícia Federal aponta que o senador Jaques Wagner atuou em defesa do Banco Master no Congresso.
- A investigação cita uma sequência de contatos entre Wagner, Guilherme Sodré, Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima sobre a Emenda 11 à PEC 65/2023, que trata do Fundo Garantidor de Créditos.
- A Emenda 11 foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira e amplia para R$ 1 milhão o limite do Fundo Garantidor de Créditos.
- Uma mensagem de 29 de março de 2025 sugere que Wagner era interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo, ligado à venda do Master ao BRB.
- A PF aponta ainda participação de Wagner na Emenda 302 à Medida Provisória 1.106/2022, relacionada ao crédito consignado, ligada à BN Financeira Ltda., empresa do núcleo familiar do senador.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é apontado pela Polícia Federal como atuando em defesa do Banco Master no Congresso Nacional. A decisão que autorizou a operação descreve a atuação parlamentar como elemento de correlação com o grupo investigado.
Segundo o documento da PF, Wagner teve contatos e interações com o ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, em torno de uma emenda à PEC 65/2023, que trata da autonomia financeira do Banco Central. A emenda 11 envolve o aumento do Fundo Garantidor de Créditos para até 1 milhão de reais.
A PF cita ainda relatos sobre a venda do Banco Master ao BRB e afirma que Wagner teria papel interlocutor, não apenas destinatário de informações. A ação também aponta participação do senador em pautas ligadas ao crédito consignado na MPV 1.106/2022, convertida na Lei 14.431/2022.
Emendas, negócios e vínculos
A atuação envolve a Emenda 11 à PEC 65/2023, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). A PF entende que a medida favoreceria o setor financeiro ligado ao Grupo Master, por meio do Fundo Garantidor de Créditos.
O relatório da autoridade aponta ainda mensagens de 29/03/2025 sobre a operação entre Wagner e o grupo, com indícios de articulação estratégica em temas sensíveis. A prova sugere que Wagner não seria apenas receptor de informações, mas debate relevante.
Procurado, Jaques Wagner ainda não se manifestou sobre as acusações ou a operação. O Ministério Público e a defesa do senador não haviam respondido até o fechamento desta edição.
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