- A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da operação Compliance Zero, com Jaques Wagner como alvo, apontando recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar.
- As vantagens identificadas incluem uso gratuito de aeronaves, estruturação de pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais.
- A investigação envolve ainda o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, e indica intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo investigado.
- Foram cumpridos 18 mandados pelo Supremo Tribunal Federal nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal, com busca e apreensão e medidas cautelares como proibição de contato e suspensão de passaporte.
- Os crimes sob apuração são corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; a defesa de Augusto Lima disse que as diligências foram desnecessárias e negou ilícitos.
Jaques Wagner, senador pelo PT da Bahia e líder do governo no Senado, é alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira. A ação envolve suspeitas de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, segundo autorização do ministro do STF André Mendonça.
A investigação aponta vínculos entre gestores do Banco Master, Augusto Ferreira Lima e Daniel Bueno Vorcaro, e Wagner. Elementos indicam recebimento de benefícios diretos ou indiretos por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias associadas ao grupo investigado.
Entre as vantagens identificadas pela PF estão uso gratuito de aeronaves, estruturação de pagamentos, benefícios diversos e aquisições patrimoniais. Também aparecem indícios de ingresso em shows internacionais de alto valor e aquisição do apartamento 1.702 do empreendimento Poème Horto, viabilizados por estruturas interpostas.
A nova fase envolve 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além disso, há medidas cautelares como restrição de contato entre investigados e suspensão de passaporte, com foco naquilo que a PF considera crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Ao lado de Wagner, é investigado o ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. A defesa de Lima informou que as diligências são desnecessárias e contestou qualquer prática ilícita, afirmando que as ações visam esclarecer a legalidade dos fatos apurados.
A CNN procurou as defesas de Wagner e de Augusto Lima para posicionamentos adicionais; os contatos seguem abertos.
Entre na conversa da comunidade