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PF aponta que deputados pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira

Documentos da PF indicam que deputados pagaram faturas do cartão de Ciro Nogueira, com gastos incompatíveis com o salário do senador

Os deputados federais Átila Lira (PP-PI) e Júlio Arcoverde (PP-PI) pagaram faturas do cartão de crédito do senador Ciro Nogueira (PP-PI), segundo documentos da Polícia Federal
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  • Documentos da Polícia Federal mostram que os deputados Julio Arcoverde (PP-PI) e Átila Lira (PP-PI) pagaram faturas do cartão de crédito do senador Ciro Nogueira (PP-PI); Arcoverde quitou boleto de 13.693 reais em 19 de junho de 2024 no Banco BRB, em mês em que Nogueira fez viagem custeada por Vorcaro.
  • Átila Lira pagou um boleto de 3.457 reais também referente ao cartão de Ciro Nogueira, no BRB, em junho de 2024.
  • Os autos apontam faturas de cartão com valores elevados, incompatíveis com o salário de senador de 46.366 reais, segundo o Portal da Transparência.
  • Em junho de 2024, a fatura no BRB chegou a 120.839 reais; no Itaú, 14.045 reais; em fevereiro do mesmo ano, no Bradesco, 46.109 reais.
  • Além disso, Arcoverde já manteve relação societária com Ciro Nogueira, na empresa Seven—Bar & Charutaria, e o filho dele é assessor de Nogueira com remuneração de 12.360 reais; os deputados foram procurados por e-mail e telefone, mas não responderam até a publicação.

Dois deputados federais do PP do Piauí teriam quitado faturas do cartão de crédito do senador Ciro Nogueira, alvo da PF na Operação Compliance Zero, conforme documento fiscal obtido pela reportagem. Os autos indicam pagamentos de faturas no BRB, em 19 de junho de 2024, e corroboram com despesas associadas a viagens do senador.

Os deputados Júlio Arcoverde e Átila Lira aparecem como responsáveis por pagar boletos de faturas do cartão de crédito de Ciro Nogueira, segundo os documentos da Polícia Federal. O valor quitado por Arcoverde foi de R$ 13.693 em 19 de junho de 2024, mês em que Nogueira fez viagem a Lisboa com custeio de Vorcaro.

Além disso, Átila Lira pagou outro boleto de R$ 3.457 também ligado ao cartão do senador, referente ao BRB, no mesmo mês. Documentos da PF apontam que o montante total das faturas do BRB em junho de 2024 atingiu o patamar de 120 mil reais para Ciro Nogueira, com outras faturas expressivas em Itaú e Bradesco no mês.

Entre as ligações do caso, figures apontam que Arcoverde mantém vínculos com Nogueira além do repasse financeiro: os dois já foram sócios da Seven—Bar & Charutaria, empresa de Teresina. O filho de Arcoverde também atua como assessor de Nogueira, com remuneração mensal de 12.360 reais.

Os autos destacam ainda que as faturas de cartão de crédito de Nogueira apresentaram valores incompatíveis com seu salário de senador, de 46.366 reais, segundo o Portal da Transparência. O histórico de faturas envolve BRB, Itaú e Bradesco, com valores elevados em junho de 2024.

Procurados por email na terça (16) e por telefone nesta quinta-feira (18), Júlio Arcoverde e Átila Lira não responderam até a publicação desta reportagem. Não houve manifestação pública até o momento sobre o conteúdo dos documentos.

A PF investiga supostas fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo Ciro Nogueira e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conforme apuração ligada à Operação Compliance Zero. O objetivo é esclarecer eventuais irregularidades envolvendo recursos públicos e privados.

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