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PF aponta tentativa de Jaques Wagner de atuar na compra do Master pelo BRB

PF aponta uso de mandato por Jaques Wagner para influenciar aquisição do Banco Master pelo BRB; emenda para BPC e ampliação de crédito são investigadas

Segundo a investigação, petista teria recebido vantagens indevidas, inclusive um apartamento no valor de R$ 3,5 milhões em Salvador - (crédito: Edílson Rodrigues/Agência Senado )
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  • A Polícia Federal aponta que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria tentado usar o mandato para atuar na possível compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
  • O relatório aponta atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de aquisição do Master pelo BRB.
  • Também teriam ocorrido tentativas de ampliar limites de crédito do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e de ampliar a margem consignável de trabalhadores sob o regime CLT.
  • Wagner teria apresentado emenda para permitir empréstimos a beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas de transferência de renda.
  • Segundo as investigações, haveriam vantagens indevidas em troca, incluindo um apartamento em Salvador, avaliados em R$ 3,5 milhões, conforme evidências coletadas pela PF.

A Polícia Federal aponta que o senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou atuar, durante o mandato, na possível compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O relatório foi enviado ao STF e embasa a operação desta quinta-feira (18/6) que mira o parlamentar.

Conforme as investigações, Wagner usou o cargo de senador e a posição de líder do governo para defender interesses do Master. A PF identificou atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle de uma eventual aquisição pelo BRB.

O material apurado também aponta que ele buscou ampliar limites de crédito do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ampliar a margem consignável de trabalhadores com carteira assinada (CLT). Também teria apresentado emenda para facilitar empréstimos a beneficiários do BPC e a programas de transferência de renda.

Segundo a apuração, Wagner estaria associado a vantagens indevidas, incluindo um apartamento em Salvador orçado em 3,5 milhões de reais. A PF reuniu mensagens, áudios, documentos contratuais, comprovantes de transferência e registros de aparelhos apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero.

A investigação envolve ainda registros societários, metadados e planilhas de pagamentos. Não há ainda conclusão sobre ligação direta entre as ações parlamentares e benefícios financeiros, e as informações seguem em análise pela Polícia Federal.

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