- PF deflagra a segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão; ação ocorreu em Minas Gerais e teve o envolvimento do empresário Alan Cavalcante.
- A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas na operação.
- Investigações indicam que a organização criminosa contratou empresa para prática de espionagem contra autoridades públicas e particulares, com monitoramento de alvos por vigilância, rastreamento e registros fotográficos.
- Foram identificados acessos indevidos a dados de um juiz federal redistribuído a processo ligado a uma empresa do grupo, além de tentativas de operações policiais simuladas e ofertas para obtenção de dados protegidos por sigilos.
- Os investigados podem responder por embARAço à investigação e violação de sigilos bancário e telefônico, com penas que podem superar16 anos de reclusão.
A Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão na segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem, deflagrada nesta quinta-feira (18). O objetivo é investigar atuação de organização criminosa no setor de mineração, com apoio do Ministério Público Federal e do GAECO-MPF-MG. Entre os presos está o empresário Alan Cavalcante, em Minas Gerais.
A ação de hoje amplia as investigações iniciadas na primeira fase, que buscava desarticular um grupo suspeito de embaraçar as investigações oficiais e dificultar o trâmite da ação penal relacionada à Operação Poeira Vermelha. A PF aponta monitoramento de alvos e tentativas de obstrução como linhas de atuação.
Novos desdobramentos
Nesta etapa, a PF aponta que a organização criminosa teria contratado uma empresa para supostamente realizar atos de espionagem contra pessoas de interesse do grupo, incluindo autoridades públicas e particulares. Também houve monitoramento sistemático de indivíduos por vigilância, rastreamento e registros fotográficos, além de obtenção indevida de dados pessoais.
A investigação aponta ainda acessos ilícitos a dados de um juiz federal redistribuído a processo ligado a uma empresa do grupo. O grupo também teria tentado contratar operações policiais simuladas (blitz) e estruturado ofertas para obter dados sigilosos, como bancários e telefônicos, de forma irregular. Indícios apontam ainda acesso indevido a sistemas de órgãos de segurança pública.
Perspectivas e próximos passos
Conforme a PF, os investigados podem responder por embaraço à investigação de organização criminosa, violação de sigilos bancário e telefônico, entre outros crimes. As penas previstas, somadas, podem superar 16 anos de reclusão. O andamento das apurações continua sob sigilo e envolve diligências adicionais.
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