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PF detalha atuação de Jaques Wagner em prol da Emenda Master e do FGC

PF detalha atuação de Jaques Wagner a favor do Master; buscas autorizadas e MPF recomenda cautela, vetando ações diretas no Congresso

Wagner: vetos à lei ambiental devem ficar para depois da COP30 - (crédito: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • A Polícia Federal aponta suspeitas de que Jaques Wagner usou o mandato para beneficiar o Banco Master, mantendo interlocução direta com Augusto Ferreira Lima.
  • A atuação ocorreria em três frentes: aprovar a Emenda nº 30 à Medida Provisória nº 1.106/2022 (lei nº 14.431/2022), alterar limites do Fundo Garantidor de Créditos (via PEC nº 65/2023) e acompanhar a fiscalização sobre o BRB.
  • As provas reunidas incluem mensagens, áudios, contratos, comprovantes de transferência, planilhas de pagamento e registros societários.
  • A PF pediu buscas e apreensões em residências, escritórios e endereços ligados aos investigados, além de acesso a dados de celulares, computadores e documentos, com possível apreensão de bens de luxo.
  • O Ministério Público Federal deu parecer favorável às buscas, mas vetou ações dentro do Legislativo e recomendou cautela para evitar desproporções, mantendo as diligências em endereços privados.

A Polícia Federal detalhou as suspeitas de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria atuado em favor do Banco Master. A investigação aponta interlocução direta com Augusto Ferreira Lima para pautas com forte impacto financeiro. Wagner foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18/6).

Segundo as evidências até agora, o parlamentar seria beneficiário central de um esquema que incluía pagamentos, vantagens e aquisição de patrimônio. As provas reunidas envolvem mensagens, áudios, contratos, comprovantes de transferência, planilhas e registros societários obtidos na fase inicial da Operação Compliance Zero.

A PF descreve três frentes de atuação política no caso: a aprovação da Emenda nº 30 à MP 1.106/2022, que criou margem de consignados; a tentativa de aprovação da PEC 65/2023, ligada ao FGC; e a fiscalização no Congresso sobre a possível compra do Banco Master pelo BRB.

Medidas solicitadas pela PF

A PF pediu ao Judiciário uma sequência de mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e endereços ligados aos investigados. Também solicitou acesso a dados de celulares, e-mails e arquivos guardados na nuvem. Além disso, pediu quebras de sigilo e apreensão de documentos.

Posição do MPF e limites da atuação

O MPF aprovou a continuidade das investigações e as buscas, mas com ressalvas para proteger direitos. O órgão vetou ações dentro do Legislativo, visando evitar interferência entre os Poderes. Também considerou prematuro apreender bens de alto valor sem relação comprovada com os crimes.

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