- PF afirma que o banqueiro Augusto Lima adiou o pagamento de R$ 3,5 milhões a um enteado do senador Jaques Wagner em 2025, após o Banco Central vetar a compra do Banco Master pelo BRB.
- A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a nova fase da operação Compliance Zero.
- A PF suspeita que Wagner atuou para atender aos interesses do Master e de Lima, em troca de vantagens pagas por meio de um apartamento de R$ 2,45 milhões e de repasses a uma empresa do enteado, a BN Financeira.
- No celular de Lima, há mensagens do enteado de Wagner cobrando o banqueiro e mencionando que os boletos estavam para vencer.
- Em 17 de outubro de 2025, houve transferência de R$ 3,5 milhões à BN Financeira LTDA., realizada pela PKL One Participações S.A., empresa ligada ao núcleo de Augusto, vinculada ao insucesso da operação Master/BRB.
O Ministério Público Federal afirma que um banqueiro adiou o pagamento de 3,5 milhões de reais a um enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA) em 2025. A linha de crédito teria sido influenciada pela decisão do Banco Central de vetar a aquisição do Banco Master pelo BRB, segundo a PF.
A investigação aparece na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizando a nova fase da operação Compliance Zero. Pela leitura do documento, há indícios de que negócios entre BRB e Master teriam relação com membros do governo.
Segundo o ministro, a PF suspeita de atuação de Wagner para favorecer interesses do Master e de Augusto Lima, mediante vantagens pagas via um apartamento de 2,45 milhões de reais e repasses a uma empresa do enteado de Wagner, a BN Financeira.
A PF aponta mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, nas quais o enteado de Wagner cobraria dívidas e indicaria que os boletos estavam para vencer. Em 04/09/2025, Eduardo Sodré Martins teria dito que boletos venceriam em breve; Augusto respondeu que o cenário era crítico.
Em 17/10/2025, a operação foi concluída com a transferência de 3,5 milhões de reais para a BN Financeira Ltda., efetuada pela PKL One Participações S.A., empresa associada ao núcleo de Augusto Lima, conforme a decisão do ministro Mendonça.
Procuradas, a assessoria de Wagner e a defesa de Augusto Lima não se manifestaram sobre a operação de hoje. O caso permanece sob investigação e não houve afirmação sobre responsabilizações.
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