- A PF abriu nova fase da Operação Compliance Zero, apurando a suspeita de que o senador Jaques Wagner recebeu um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
- Segundo o Estadão, Wagner negociou diretamente com Augusto Lima pelo WhatsApp a aquisição do imóvel e repassou dados para a compra.
- O prédio Poème Horto, no bairro Horto Florestal, tem unidades que saem a partir de R$ 1,7 milhão; a unidade apontada para Wagner seria do 17º andar, com cerca de 200 m² e quatro suítes.
- A PF investiga que a aquisição ocorreu por meio de empresa para ocultar a propriedade, com recursos da Reag, gestora de fundos ligada ao Master, e também há apuração de propina envolvendo a empresa da enteada do senador.
- Em mensagens encontradas, Wagner enviou o contato do gerente do empreendimento; mais tarde pediu dados do proprietário para emissão de registro técnico, e Augusto Lima repassou o contato de um advogado ligado ao Master.
A Polícia Federal investiga Jaques Wagner (PT-BA) por suposta propina associada a um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões. A apuração ocorre na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 18.
Segundo a PF, Wagner negociou diretamente com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, via WhatsApp, e repassou dados para a aquisição do imóvel. O prédio fica no Poème Horto, no Horto Florestal, região de alto padrão.
A ação aponta que a transação seria contrapartida por ações do senador a favor do Master e de Lima. O ministro André Mendonça, do STF, afirma que há indícios de vantagens econômicas indevidas, como uso gratuito de aeronaves e ingressos para shows no exterior.
Detalhes da negociação e do imóvel
O apartamento apontado pela PF seria no 17º andar e teria cerca de 200 m² com quatro suítes, conforme plantas consultadas pela reportagem. A unidade seria adquirida por meio de uma empresa, para ocultar a titularidade.
A PF também investiga pagamentos a uma empresa ligada à enteada de Wagner, Bonnie Bonilha. A defesa de Augusto Lima disse que as diligências são desnecessárias e que ele está à disposição das autoridades.
Fontes: reportagem do Estadão e apurações da PF sobre a operação Compliance Zero.
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