- A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Rejeito em Minas Gerais, com seis mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e suspensão das atividades de pessoas jurídicas envolvidas.
- A investigação aponta que uma organização criminosa espionava autoridades públicas e particulares, com monitoramento de indivíduos e obtenção indevida de dados.
- O grupo teria contratado uma empresa para realizar espionagem e tentativas de aproximação com autoridades para fins ilícitos, incluindo operações policiais simuladas e obtenção de dados protegidos por sigilo.
- Os suspeitos podem responder por embaraço a investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico, além de indícios de acesso irregular a sistemas de órgãos de segurança pública.
- Na primeira fase, a PF apurava esquema de concessão fraudulenta de licenças ambientais em MG, com envolvimento de servidores de órgãos ambientais; o grupo atua há pelo menos cinco anos, com lucratividade estimada de ao menos R$ 1,5 bilhão e projetos acima de R$ 18 bilhões.
Na manhã desta quinta-feira (18), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Rejeito, em Minas Gerais. A ação mira uma organização criminosa suspeita de espionagem contra autoridades públicas e pessoas privadas, com apoio do Ministério Público Federal por meio do Gaceo. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, além da suspensão das atividades das empresas envolvidas.
Segundo a PF, a organização contratou uma empresa para realizar atividades de espionagem e monitoramento sistemático de indivíduos, com obtenção indevida de dados pessoais e sensíveis. Também houve tentativa de aproximação com autoridades públicas para fins ilícitos e possíveis operações policiais simuladas, conhecidas como blitzes.
Investigadores apontam indícios de acesso indevido a sistemas restritos de órgãos de segurança pública. Os suspeitos podem responder por embaraço à investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico. A PF já apura impactos de tentativas de obter dados protegidos.
Desdobramentos da investigação
A primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2025, tratou de esquema de concessão fraudulenta de licenças ambientais e favorecimento a mineradoras mediante propina. A atual fase envolve agentes públicos e privados, com atuação em Minas Gerais ao longo de pelo menos cinco anos.
A apuração aponta que o grupo atuaria para neutralizar a ação estatal, com monitoramento de alvos e obstrução de investigações. Os investigadores destacam que as ações criminosas teriam gerado lucro estimado de pelo menos R$ 1,5 bilhão, além de projetos vinculados ao esquema com potencial de receita superior a R$ 18 bilhões.
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