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Policial infiltrado na milícia do Vorcaro tinha munições de fuzil e arma rastreável, diz PF

PF apreende 1,2 mil munições e arma irrastreável de policial ligado à milícia de Vorcaro; detenção preventiva é adotada pela Justiça

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  • A Polícia Federal apreendeu 1,2 mil munições, sendo 182 de fuzil, e cinco armas, das quais apenas uma é funcional; Anderson Wander foi detido preventivamente na operação que prendeu o pai de Vorcaro.
  • A PF informou ao STF que Wander possuía uma arma com numeração raspada e que nunca foi cadastrada, o que a tornaria irrastreável pelo Estado e útil para crimes.
  • O arsenal foi encontrado na casa de Wander e em seu armário na Polícia Federal, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro; ele não atuava em áreas operacionais da corporação.
  • A investigação aponta Wander como agente infiltrado da organização criminosa de Vorcaro, realizando consultas indevidas nos sistemas da PF em favor do grupo, em troca de dinheiro.
  • O STF listou seis suspeitas contra Wander: consultas indevidas, repasse de dados sigilosos, uso do cargo para sondagens, recebimento de vantagens, levantamento de informações de interesse de Vorcaro e cooperação em monitoramento de alvos.

O policial federal Anderson Wander foi flagrado com 1,2 mil munições, sendo 182 de fuzil, e cinco armas, apenas uma funcional da PF. A detenção ocorreu na operação que prendeu o pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, no mês passado. Os agentes apreenderam o arsenal na casa dele e no armário da PF no Galeão, no Rio de Janeiro.

Entre as munições, destaque para uma arma com numeração raspada, nunca cadastrada no Brasil. A PF descreve o armamento como irrastreável, capaz de ser usado em crimes com menor possibilidade de vínculo ao policial.

A corporação enviou as informações ao STF neste mês. Em nota, a PF afirmou que Wander possuía uma arma “não existente” e destacou o potencial de uso em atividades criminosas.

Investigação aponta infiltração e uso do cargo

Na decisão que determinou a prisão preventiva, o ministro André Mendonça citou pareceres da PF e do Ministério Público sobre a atuação de Wander. O policial é apontado como parte do “braço policial informacional” da milícia ligada a Vorcaro.

A PF indicou que Wander fazia consultas indevidas nos sistemas internos em favor de Vorcaro, mediante vantagem financeira. A Procuradoria lista seis indícios: consultas indevidas, repasse de dados, sondagens, vantagens econômicas, levantamento de informações e cooperação em monitoramento de alvos.

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