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Presos em operação que investiga ligação com facção tinham cargo na Rioluz

Operação investiga ligação entre agentes públicos e o Terceiro Comando Puro; presos tinham cargo na Rioluz, com indícios de favorecimento ao TCP

Servidor da Rioluz faz manutenção em fiação elétrica, na capital do Rio de Janeiro — Foto: Divulgação/Rioluz
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  • Ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo e a companheira dele, Suelen Silva dos Reis, foram presos em flagrante na operação que investiga ligação entre agentes públicos e o Terceiro Comando Puro (TCP); os dois tinham cargo na Rioluz desde 2025.
  • Michael era ex-assessor do deputado Val Ceasa e foi alvo de mandado de busca e apreensão; Suelen, conhecida como Suelen Bacana, é viúva do ex-vereador Zico Bacana, morto em 2023.
  • Raphael Thompson, indicado pelo PRD para presidir a Rioluz, foi exonerado após revelações sobre a residência do ex-governador Cláudio Castro.
  • Suelen dos Reis foi exonerada pela prefeitura em 1º de junho; Michael Vianna deve ser exonerado na edição de amanhã do Diário Oficial, após a secretaria de integridade não ter vetado a nomeação em 2025.
  • Ulisses de Almeida Marins teve nomeação na prefeitura barrada; suplente de vereador por dois mandatos, não se reelegeu em 2024 e a indicação, em novembro de 2025, foi anulada após avaliação da secretaria de integridade.

Presos em flagrante na operação que investiga relação entre agentes públicos e o Terceiro Comando Puro (TCP) tinham vínculos com a Rioluz. Michael Johnny Vianna de Azevedo e Suelen Silva dos Reis foram detidos por porte ilegal de arma, segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil.

Vianna de Azevedo era ex-assessor do deputado Val Ceasa (PRD), alvo principal da ação. Além de ser alvo de mandado, ele foi preso junto com Suelen, que é citada no inquérito pela relação com o histórico familiar do ex-vereador Zico Bacana.

Suelen, viúva de Zico Bacana, já concorreu a vereadora pelo PRD, mantendo hoje posição de suplente. Raphael Thompson, indicado pelo PRD à presidência da Rioluz, também figura no quadro investigado, ainda que não seja alvo direto da operação.

A prefeitura informou que Suelen dos Reis foi exonerada em 1º de junho. Vianna de Azevedo deve ter sua exoneração publicada amanhã. Ele foi nomeado em 4 de fevereiro de 2025; a secretaria de integridade não vetou a nomeação na ocasião.

Nomeações na Rioluz sob investigação

A investigação aponta que Ulisses de Almeida Marins, ex-vereador, teve a nomeação barrada pela prefeitura. Marins foi suplente em dois mandatos, mas não se reelegeu em 2024. Em novembro de 2025, recebeu indicação, que foi anulada após avaliação da secretaria de integridade.

Segundo as apurações, Ulisses e Val Ceasa teriam tentado influenciar operações para impedir demolições de imóveis de luxo ligados ao TCP, inclusive um imóvel conhecido como resort do traficante Peixão. Os demais citados ainda não foram localizados.

Val Ceasa negou qualquer atuação para obstruir a operação e afirmou estar sendo alvo de perseguição política. A defesa dos envolvidos não foi informada pelo momento. A origem da ação, segundo a prefeitura, partiu de denúncia da Secretaria de Ordem Pública.

Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito da cidade, afirmou pelas redes que a operação decorre de denúncia da prefeitura e da força-tarefa com o MPRJ para coibir construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado.

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