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Quem é Augusto Lima, banqueiro alvo de operação da PF no caso Master

PF investiga ligação de Augusto Lima com Jaques Wagner, incluindo possível viabilização de apartamento de 2,4 milhões e pagamentos de empresas do banqueiro à família do senador

Augusto Lima, dono do Banco Pleno
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  • A nova fase da Operação Compliance Zero investiga Augusto Lima, banqueiro alvo, com STF autorizando apuração sobre ligações com o senador Jaques Wagner.
  • Lima é dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro; antes chamava-se Banco Voiter e fazia parte do conglomerado do Master.
  • Em 2018, ele comprou a rede Cesta do Povo, que vendia produtos subsidiados a servidores públicos baianos, e autorizou o cartão de crédito consignado Credcesta, operado pelo Banco Master.
  • O Credcesta envolve descontos em aposentadorias e pensões do INSS; Lima chegou a ser convocado a depor na CPMI, mas o depoimento ficou facultativo por decisão do STF.
  • Na investigação atual, a PF apura a possível viabilização da compra de um apartamento de cerca de 2,4 milhões de reais para Wagner e pagamentos de empresas ligadas ao banquista à empresa da família do senador.

O banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, aparece como alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master. A ação envolve também o senador Jaques Wagner (PT-BA). A PF investiga a relação entre Lima e Wagner.

A decisão do STF autorizou a operação e aponta uma relação antiga entre as partes, marcada por elevada confiança pessoal. Lima comanda o Banco Pleno, cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central em fevereiro. O banco já havia integrado o conglomerado do Master, anteriormente chamado Banco Voiter.

Em 2018, Lima adquiriu a rede Cesta do Povo, ligada à privatização da Ebal, sob o governo Rui Costa. A compra autorizou operação de cartão de crédito consignado Credcesta, com o Banco Master detendo participação significativa e operação ampliada para 23 estados.

O Credcesta envolve suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, levando Lima a depor na CPMI em março. A ida ficou facultativa após decisão do STF, e o depoimento não ocorreu.

Nesta fase, a PF foca na possível conexão entre Lima e Wagner, incluindo a eventual viabilização de um apartamento de cerca de 2,4 milhões de reais para o senador e pagamentos de empresas ligadas ao banqueiro à família de Wagner.

A apuração também mira pagamentos de pessoas jurídicas vinculadas a Lima a empresas da família de Wagner, segundo informações da investigação em andamento. As apurações prosseguem para confirmar eventuais desvios e vínculos.

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