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Republicanos criticam Trump por acordo com o Irã

Senadores republicanos rebatem acordo provisório com o Irã, apontando perdas estratégicas e cobrando avaliação formal do Congresso

Trump em reunião bilateral na cúpula do G7, na França — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
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  • O acordo provisório entre Trump e Irã recebeu críticas de alguns republicanos no Congresso, com o senador Bill Cassidy chamando-o de “pior erro de política externa em décadas”.
  • O senador Roger Wicker teme que o memorando abra mão de vitórias militares dos EUA e se opõe ao alívio de sanções ou ao desbloqueio de recursos iranianos em troca de apenas mais 60 dias de negociação.
  • Comentaristas conservadores, como Ben Shapiro e Mark Levin, romperam com Trump por causa do pacto e de suas consequências, questionando o conteúdo divulgado.
  • Alguns republicanos elogiaram o acordo, entre eles o senador Roger Marshall, que afirmou haver mecanismos de controle sobre o uso dos recursos iranianos e assegurou que o dinheiro não sairia dos contribuintes.
  • O acordo pode passar pela revisão do Congresso, conforme a Lei de Revisão do Acordo Nuclear com o Irã; há posições de que precisa ser enviado ao Capitólio para avaliação.

O acordo provisório entre o governo de Donald Trump e o Irã, visto como uma saída para a guerra, recebeu críticas de vários republicanos nesta quinta-feira. Cópias do documento circulam pelo Capitólio, alimentando o debate sobre o que foi concedido ao Irã e o que os EUA ganham em troca.

Senadores republicanos classificaram o memorando como erro grave na política externa e apontaram possíveis falhas de aconselhamento. Parte do establishment conservador também criticou o texto, enquanto democratas pedem mais esclarecimentos. A ausência de sessões informativas oficiais até o fim da tarde complicou a avaliação.

A liberação de ativos iranianos congelados, a criação de um fundo privado de 300 bilhões de dólares para reconstrução do Irã e o alívio de sanções são os pontos mais contestados. Críticos afirmam que o acordo pode beneficiar o Irã sem assegurar garantias suficientes aos EUA.

Entre os críticos, o senador Bill Cassidy registrou no X que o Irã pode manter ambições nucleares e pressionar o Estreito de Ormuz. O comentário, segundo ele, sugere erro estratégico e retorno aos mesmos problemas de antes da guerra. Cassidy perdeu as primárias em seu estado para um candidato crítico ao governo.

Roger Wicker, presidente da Comissão de Serviços Armados, expressou receio de ceder plenamente conquistas militares americanas ao negociar com o Irã. Ele pediu cautela com a suspensão de sanções e com a liberação de recursos, sem garantias efetivas de revisão.

Trump respondeu aos críticos em rede social, defendendo a robustez de sua política e citando impactos positivos no mercado e nos preços do petróleo. A publicação não traz argumentos detalhados sobre o conteúdo do memorando.

Para alguns apoiadores, o acordo abre caminho para paz duradoura e oferece mecanismos de controle sobre o uso dos recursos pelo Irã, sem onerar os contribuintes. Parlamentares aliados defendem que o memorando deve ser levado ao Congresso para revisão, conforme a Lei de Revisão do Acordo Nuclear com o Irã.

As cobranças por transparência aumentam, com a promessa de que a Casa Branca forneça mais informações. Não houve sessão de esclarecimentos nem reunião programada até o momento, segundo assessores ouvidos pelo Congresso. A tramitação pode exigir votação parlamentar futura.

Analistas lembram que o tema envolve riscos e benefícios: manutenção de um estreito aberto, estímulo a acordos diplomáticos e a necessidade de evitar uma escalada no Oriente Médio. O debate segue enquanto o conteúdo do memorando é avaliado por ambas as casas do Congresso.

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