- Rogério Marinho, líder da oposição no Senado pelo PL, concedeu o JR Entrevista para falar das investigações da Operação Cúmplice Zero, de críticas ao STF e de propostas de segurança pública para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
- O senador afirma que o crescimento do Banco Master teve origem em decisões do governo da Bahia durante gestões petistas, citando Rui Costa e Jaques Wagner, vinculando a instituição à venda do Credcesta.
- Marinho classifica a relação entre o governo baiano e o Master como promíscua, afirmando que o banco se tornou protagonista no mercado financeiro com benefício e conivência do poder público.
- O parlamentar critica o STF e diz que o Brasil vive uma “jurisprudência da exceção”, mencionando a duração do inquérito das fake news e a centralização de funções entre juízes.
- Também apresentou diretrizes da segurança pública da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, defendendo redações como redução da maioridade para 16 anos (14 em crimes hediondos), fim da progressão de regime para crimes hediondos e uso obrigatório de tornozeleiras em casos de medidas protetivas; alertou sobre a situação econômica do país.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), concedeu o JR ENTREVISTA nesta quarta-feira (22). Em pauta, ele ligou a ascendência do Banco Master a decisões tomadas durante gestões petistas na Bahia e criticou ações do STF, além de apresentar propostas para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Marinho apontou como origem do crescimento do Banco Master uma sequência de decisões envolvendo Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, e Jaques Wagner, então secretário de governo. Segundo o senador, a instituição teria emergido a partir da venda do Credcesta, instituição estadual que atendia servidores públicos.
Ele descreveu a relação entre governo da Bahia e o banco como uma prática de promiscuidade, afirmando que a instituição ganhou protagonismo no mercado financeiro com apoio do poder público. O militar público destacou a atuação do governo e defesa de interesses políticos.
Críticas ao STF
Durante a entrevista, Marinho criticou a chamada jurisprudência da exceção e comentou sobre a condução de investigações, especialmente o inquérito das fake news. Segundo ele, há centralização de funções entre magistrados do STF e questionamentos sobre o rito processual.
O senador citou ainda tensões em decisões judiciais internacionais, mencionando exemplos de cortes de Itália e Espanha que teriam negado extradições por entenderem excessos do judiciário brasileiro. Não houve menção a fontes oficiais que respaldem integralmente as afirmações.
Propostas de segurança pública
Marinho apresentou diretrizes defendidas pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro, como redução da maioridade penal para 16 anos, com exceção de crimes hediondos para 14 anos. Também defendeu o fim da progressão de regime para condenados por crimes hediondos e o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas em medidas protetivas contra violência contra a mulher.
Sobre a economia, o senador avaliou o cenário nacional e estimou que o governo atual deixará uma herança maldita. Segundo ele, o déficit nominal seria próximo de 1 trilhão de reais por ano, com aumento da dívida pública.
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