- Governo instalou a Sala de Situação Interministerial para preparar respostas ao “Super El Niño”, coordenada pela Casa Civil com participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A atuação começa a partir de julho e envolve 20 ministérios.
- A estrutura permite acionamento de recursos e planejamento conjunto com Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, estados e municípios, com dados técnicos de Cemaden e Inpe.
- Há planos de contingência e comunicação constante entre governo federal, estados e municípios, com reuniões periódicas e alinhamento com políticas de Saúde, Povos Indígenas e Direitos Humanos.
- Defesa Civil Alerta, ferramenta de alertas via celular, pode enviar mensagens sem cadastro ou pagamento; há níveis de gravidade (alerta severo e alerta extremo) para indicar ações.
- O governo incentiva uma cultura de risco, com simulações de evacuação e participação da sociedade civil e setor privado para melhorar respostas rápidas a desastres.
O governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para monitorar e planejar respostas diante do possível “Super El Niño”, que pode impactar várias regiões a partir de julho. A estrutura é coordenada pela Casa Civil e envolve o MIDR, entre outros órgãos.
A iniciativa reúne ações de mitigação com a participação de cerca de 20 ministérios e órgãos, mantendo vigilância permanente. O objetivo é preparar recursos e responder rapidamente a eventos climáticos extremos.
A ideia é consolidar planos de contingência, com alinhamento entre níveis federal, estaduais e municipais. A sala também facilita o acionamento de forças de segurança e de defesa ambiental conforme a necessidade.
Articulação
A Sala de Situação permite o acionamento de recursos extraordinários e planejamento integrado com Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama e ICMBio, além de estados e municípios. Dados técnicos são fornecidos por Cemaden e Inpe.
O ministro Waldez Góes ressaltou que há um plano de contingência e de enfrentamento, com reuniões frequentes e comunicação contínua com atores locais. A estrutura facilita o nivelamento entre governo federal e gestões locais.
A comunicação envolve ainda ministérios com políticas específicas, como Saúde, Povos Indígenas e Direitos Humanos, que mantêm canais diretos com lideranças comunitárias para monitoramento de impactos.
Planos de contingência
O governo ressalta que a efetividade depende de organização e de um plano de contingência que seja conhecido pela população. A ideia é evitar alertas sem preparação adequada da comunidade.
A liderança local deve sinalizar rotas de fuga e estruturar abrigos, antes de desastres climáticos. Também é enfatizada a orientação de áreas seguras e a retirada de objetos no ambiente.
Defesa Civil Alerta
O ministro destacou o Defesa Civil Alerta, ferramenta de transmissão de alertas via celular para prevenir impactos. O sistema funciona independentemente de cadastros prévios ou pagamento de tarifas.
Os alertas são de responsabilidade de defesas civis estaduais e municipais e aparecem na tela de smartphones. O conteúdo é definido pelas autoridades locais e não depende de cadastros.
A tecnologia é complementar a SMS e aos avisos automáticos na tela de TV por assinatura. O uso é reservado para situações de alto risco e não deve ser banalizado, segundo o ministro.
Cultura do Risco
Góes pediu engajamento da sociedade na criação de uma cultura de risco, com participação pública e privada. A prática de exercícios simulados de evacuação é destacada como ferramenta de preparação.
Em áreas de maior risco, municípios devem realizar simulações para internalizar protocolos. Ao emitir alertas, autoridades esperam que cidadãos sigam as orientações de busca por abrigo.
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