- A deputada Erika Hilton obteve direito de resposta no SBT, com duração igual à fala do apresentador Ratinho, em decisão da 2ª Vara Cível do Foro Central do Tribunal de Justiça de São Paulo.
- Ratinho acionou o Supremo Tribunal Federal contra a parlamentar, marcando nova etapa da disputa que envolve acusações de transfobia.
- A decisão paulista manteve Erika como parte da demanda contra o apresentador, após ele ter questionado a identidade da deputada e ridicularizado sua atuação.
- O juiz André Della Latta Cartax, na avaliação, afirmou que a fala de Ratinho vai além de opinião e caracteriza ofensa ilícita, ao desqualificar a parlamentar.
- O SBT ainda pode ser responsabilizado por eventual multa, dependendo de etapas processuais, enquanto a disputa segue sem prazo definido para conclusão.
O SBT enfrenta nova etapa na disputa pública entre Ratinho e Erika Hilton. A deputada conseguiu direito de resposta no programa da emissora, enquanto o apresentador recorreu ao STF para contestar a parlamentar. A controvérsia ganhou força há mais de três meses, após declarações do apresentador sobre a nomeação de Hilton para presidir uma comissão.
O juiz André Della Latta Cartax atendeu ao pedido de Erika Hilton e determinou que a emissora aprove o espaço para a réplica da deputada, com duração igual à da fala do apresentador. A decisão reforça que o discurso não pode inviabilizar a participação da parlamentar na discussão pública.
Segundo a análise do magistrado, o conteúdo do apresentador rasga limites ao reduzir a identidade da deputada a atributos biológicos, o que configura ataque à dignidade da pessoa. A decisão também aponta que ofensa não pode ser tratada apenas como opinião, configurando possível ato ilícito.
Desdobramentos judiciais e próximos passos
Conselhos legais indicam que Ratinho pode contestar a decisão pelo STF, solicitando ajuste de prazos ou reavaliação de medidas. Enquanto isso, Erika Hilton terá espaço igual ao da exposição do apresentador no telejornal, mantendo o tom informativo da cobertura.
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