- Senadores da oposição intensificam cobrança pela CPI do Banco Master após a nona fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Master.
- A ação policial apreendeu o equivalente a R$ 253 mil em notas de dólar em um quarto de hotel em Brasília vinculado ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
- As investigações apontam que os valores seriam pagamentos ao senador pela atuação em favor de interesses do banco, segundo apuração da PF. Wagner negou irregularidades, dizendo que o dinheiro era referente a diárias de viagens oficiais pagas pelo Senado.
- Wagner afirmou ter assinado o pedido de criação da CPI, mesmo entendendo que a investigação no Congresso não seria necessária, para não parecer desinteresse.
- Parlamentares defendem a abertura da CPMI do Master, com pedidos já judicializados no STF por dois mandados de segurança; a decisão depende de ministros Nunes Marques ou André Mendonça.
A pressão pela criação de uma CPI do Master voltou a ganhar força entre senadores, após a Polícia Federal deflagrar a operação Compliance Zero contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado. Investigações apontam movimentação de recursos ligados ao banco Master em Brasília.
Na quinta-feira (18), a PF realizou a nona fase da apuração que envolve corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Foram apreendidos cerca de R$ 253 mil em notas de dólar em um quarto de hotel ligado ao senador Jaques Wagner.
Segundo as apurações, os valores teriam sido destinados a Wagner em pagamento por suas ações no Congresso em favor do Master. O parlamentar negou irregularidades e afirmou que o dinheiro correspondia a diárias de viagens oficiais pagas pelo Senado.
Wagner disse ainda que assinou o pedido de criação da CPMI do Master para não alimentar dúvidas sobre sua eventual posição; ele contestou a necessidade de uma investigação adicional no Congresso, mantendo que tudo já estaria exposto.
Desdobramentos e reações
Oposição avalia a situação como inaceitável e cobra a instalação imediata da CPMI para esclarecer os fatos. O senador Izalci Lucas afirma que o Senado não pode tolerar favorecimentos e defende a CPMI.
Outro grupo de senadores vê a formalização da CPMI como caminho para esclarecer o que veio à tona com a operação. Entre eles, Eduardo Girão defende a abertura, mesmo que ainda haja resistência interna.
Pelo menos dois mandados de segurança ajuizados no STF buscam exigir a criação da comissão, com pedidos direcionados aos ministros Nunes Marques e André Mendonça. Parlamentares sustentam que os fatos podem justificar a abertura da comissão.
Deputados de oposição também comentam o assunto, reforçando a necessidade de acompanhar de perto as investigações. A reação envolve perguntas sobre como o Congresso pode acompanhar o desdobramento do caso.
Fonte: reportagem publicada pelo portal R7.
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