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Tarcísio lança frente ampla para isolar PT e Haddad

Frente ampla de apoio visa isolar Haddad e reduzir o teto de crescimento do PT, mesmo com vantagem de Tarcísio nas pesquisas

PT tenta convencer Márcio França (PSB) a aceitar o posto de vice na chapa de Haddad, pela análise de que o político agregaria mais votos à campanha do PT do que qualquer outro nome. (Foto: Diego Zacarias/Ministério da Fazenda)
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  • Tarcísio de Freitas monta um arco de apoio do centro à direita para isolar Haddad, mirando o interior de São Paulo onde a força do governador foi decisiva em 2022.
  • A última movimentação foi a declaração de apoio à reeleição por uma federação de Solidariedade e Partido Republicano Democrata (PRD), com participação de Ricardo Nunes e líderes das siglas.
  • O palanque já conta com PL, União, MDB e Podemos; Ramuth permanece como vice, e houve anúncio de R$ 801 milhões para a saúde de todos os 645 municípios paulistas.
  • Pesquisas indicam a dianteira de Tarcísio: Real Time Big Data aponta 46% contra 33% de Haddad, em cenário estimulada; no segundo cenário, 49% a 33%.
  • Haddad encara dificuldade para ampliar a base de apoio, com disputa acirrada pelo Senado envolvendo nomes do PSB e Rede, e a liderança de Tarcísio fortalecendo o discurso de continuidade do governo.

O governador de São Paulo e atual candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), busca um amplo arco de apoio para reduzir o teto de crescimento de Fernando Haddad (PT), segundo pesquisas recentes que indicam vantagem de 13 pontos percentuais a favor de Tarcísio. O movimento visa ampliar presença de centro à direita, especialmente no interior do estado, onde o apoio ao governador é mais expressivo.

Na prática, a estratégia envolve consolidar alianças que dificultem o avanço do petista, segundo apontam analistas. O objetivo é manter a dianteira em várias regiões e isolar Haddad, que aparece em segundo lugar nas intenções de voto.

Novo apoio formal ao palanque de Tarcísio

Na sexta-feira 12, a federação Solidariedade-PRD anunciou apoio à reeleição de Tarcísio. O vídeo de anúncio traz o governador ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), do presidente estadual do Solidariedade, Paulinho da Força, e dos presidentes do PRD em nível estadual e nacional, Alexandre Pereira e Ovasco Resende. Resende reforçou o apoio ao projeto para o estado.

Além do Solidariedade e do PRD, o palanque já conta com PL, União, MDB e Podemos, segundo informações oficiais. No dia 9, Tarcísio participou do Palácio dos Bandeirantes, acompanhado de André do Prado (PL), Nunes e o vice-governador Felício Ramuth (MDB). Ramuth permanece como vice na chapa desde o início de maio.

Organização da base e cenários de apoio

O PSD mantém posição firme na coalizão em torno de Tarcísio, com a liderança de Roberto Carneiro (Republicanos) à frente da articulação institucional desde março, após a saída de Kassab da Secretaria de Governo. A sigla lidera a bancada da Alesp, agregando prefeitos e vereadores.

O Progressistas, liderado por Ciro Nogueira, adiou evento de apoio oficial a Tarcísio após a operação Compliance Zero, da PF, envolvendo Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ainda assim, o partido é visto como aliado da reeleição, assim como a dobradinha Prado-Derrite para a chapa majoritária.

Pesquisas e cenário eleitoral

A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 16 de junho, mostra Tarcísio com 46% na estimulada inicial e Haddad com 33%, com Paulo Serra em 6-8%. Em cenário estimulado, Tarcísio chega a 49%, Haddad 33% e Serra 10%. Nulos e brancos somam 4%.

A Paraná Pesquisas, realizada entre 18 e 20 de maio, aponta tendências semelhantes, reforçando vantagem de Tarcísio frente a Haddad. Os números consideram margem de erro de 2,5 pontos percentuais e registro no TSE SP-02706/2026.

Confronto entre candidatos e próximos passos

A disputa direta entre Tarcísio e Haddad ganhou tom de confronto, com críticas mútuas sobre o legado do governo federal durante a atual gestão. Haddad avalia estratégias de chapa e negociações para a composição de senado, buscando apoio de nomes do PSB e Rede, entre outros. A decisão sobre a vice depende de entendimentos com oPT, PSB e outras siglas.

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