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TCU aprova reassentamento e obras do Anel Rodoviário de BH podem seguir

TCU valida reassentamento de famílias ligadas à duplicação do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, com cerca de 900 famílias reassentadas; processo fica suspenso por um ano

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  • O TCU validou o reassentamento ligado à duplicação do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, na BR-381 entre a Avenida Cristiano Machado e o Rio das Velhas.
  • O acordo entre DNIT, prefeitura de Belo Horizonte e Urbel permitirá o reassentamento de cerca de 900 famílias que ocupam a faixa de domínio da rodovia.
  • A decisão mantém o processo suspenso por um ano, prazo em que o tribunal irá reavaliar se o acompanhamento deve continuar.
  • A execução ficará a cargo da Urbel, enquanto os repasses financeiros serão feitos pelo DNIT.
  • O projeto já havia contado com a compra de terrenos em 2013 para 630 unidades habitacionais pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, sofreu intervenções do MPF e da Defensoria, e em 2016 houve mudança para compra assistida; em 2019, terrenos adquiridos foram ocupados irregularmente.

O TCU validou o processo de reassentamento das famílias afetadas pela duplicação do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, no trecho da BR-381 entre a Avenida Cristiano Machado e o Rio das Velhas. A decisão pode destravar as obras, aguardadas por anos.

O acordo de permuta de áreas envolve DNIT, Prefeitura de BH e Urbel, visando reassentar cerca de 900 famílias que ocupam a faixa de domínio. O tribunal manteve o acompanhamento do caso por mais um ano.

A decisão determina a suspensão do processo por 12 meses, prazo para avaliação de novas medidas e continuidade do acompanhamento pela Corte. Passado esse período, o TCU analisará se as determinações permanecem ou podem ser encerradas.

Contexto do empreendimento

A duplicação do Anel Rodoviário depende do cumprimento do plano de remoção e reassentamento, executado pela Urbel e com repasses financeiros do DNIT. A proposta inicial previa 630 moradias vinculadas ao Minha Casa, Minha Vida.

Em 2013, Belo Horizonte comprou 47 lotes da Caixa Econômica por R$ 4,9 milhões para abrigar as unidades. Ministério Público Federal e Defensoria Pública atuaram, suspendendo repasses e exigindo peritos judiciais.

A operação retornou em 2016 via compra assistida, com imóveis já edificados. Em 2019, os terrenos adquiridos continuaram sem uso para o acordo, com ocupações irregulares persistentes. Não houve impedimentos efetivos de novas invasões.

Desdobramentos e próximos passos

Caso o prazo de 12 meses seja suficiente, o TCU decidirá se as ações de reassentamento devem seguir ou encerrar o acompanhamento. A continuidade depende da implementação eficaz das medidas acordadas.

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