- O senador Jaques Wagner afirmou que a maior parte do dinheiro encontrado em seu apartamento em Brasília veio de diárias pagas pelo Senado para viagens internacionais; ele disse que parte foi comprada por ele.
- Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero; a Polícia Federal o investiga por supostos benefícios luxuosos, como apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões, ingressos para shows internacionais, voos em aeronaves privadas e pagamentos de R$ 3,5 milhões a empresas do núcleo familiar.
- O parlamentar nega vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e disse que sua relação com Vorcaro é “praticamente zero”.
- Wagner afirmou que, desde 2019 até o momento, recebeu aproximadamente R$ 70 mil em diárias e que o dinheiro encontrado em seu cofre provém dessas diárias, além de dólares e euros comprados legalmente.
- O senador garantiu que manterá a candidatura ao Senado e disse ter conversado com o presidente Lula, recebendo apoio, e manteve que é inocente e está tranquilo em relação às acusações.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, afirmou que o dinheiro encontrado em seu apartamento em Brasília é, em grande parte, resultado de diárias pagas pelo Senado para viagens internacionais. Parte do recurso foi supostamente adquirida pelo parlamentar.
Segundo Wagner, a PF aponta benefícios ligados ao Banco Master, como um apartamento avaliado em 2,4 milhões, ingressos para shows internacionais, voos em aeronaves privadas e pagamentos de 3,5 milhões a empresas do núcleo familiar. Ele nega ter qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Wagner disse à BandNews TV que as diárias podem ser comprovadas pela casa e que, de 2019 até hoje, recebeu cerca de 70 mil em diárias, além de dólares e euros comprados legalmente no Banco do Brasil. O parlamentar afirmou que o dinheiro ficou no cofre por questões de prática financeira, já que envolve moeda estrangeira.
Contexto da investigação
O senador afirmou que os envelopes com diárias em espécie, com timbre do Senado, eram entregues em Brasília e que os valores estavam declarados. Ele justificou o armazenamento por ser mais difícil depositar rapidamente moeda estrangeira.
Sobre a relação com Vorcaro e Augusto Lima Wagner, ex-sócio do Master, o parlamentar disse que houve encontros pontuais e que não mantém negócios com o Master ou com o Credcesta. Consta que Wagner indicou o ex-ministro Ricardo Lewandowski para consultoria jurídica ao banco, a pedido de Augusto Lima.
O político explicou ainda que o apartamento citado é de uma unidade em construção no Horto para ajudar a filha, e não um patrimônio adquirido recentemente para uso pessoal. Sobre candidatura, Wagner afirmou estar firme no Senado, mantendo apoio presidencial e reconhecendo solidariedade recebida.
Desdobramentos
Wagner ressaltou que não tem CNPJ ou empresa, apenas CPF, e que seu patrimônio está declarado no Imposto de Renda. Ele acompanhou verbalmente a situação com o presidente Lula, que teria manifestado apoio. O líder disse estar tranquilo quanto à sua vida pessoal e à regularidade de seus atos.
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