- Senadores defenderam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após reportagem da VEJA sobre o vínculo dele com Vorcaro e o Banco Master.
- A matéria aponta que Vorcaro teria pago 30 milhões de dólares a Alcolumbre, via uma conta secreta no exterior, para apoio a uma demanda do Master, operada por Augusto Lima, próximo ao PT da Bahia.
- O texto envolve a origem da operação na chamada “Cesta do Povo” e a evolução para crédito consignado via CredCesta, com decreto de Rui Costa, em 2022, fortalecendo a presença do Master no setor.
- Wagner reagiu oferecendo processar a revista; dois dias depois, a Polícia Federal abriu operação que investiga possíveis vantagens recebidas por Wagner, incluindo apartamento de 2,45 milhões de reais e repasse de 3,5 milhões para a empresa do enteado do senador.
- Alcolumbre externou solidariedade a Wagner, afirmando que as verdades serão comprovadas e julgadas no processo.
Na terça-feira 16, no plenário do Senado, senadores defenderam o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, citado em reportagem da VEJA sobre o envolvimento dele com Daniel Vorcaro e o Banco Master. A matéria aponta um pagamento de 30 milhões de dólares a título de apoio a uma demanda do Master.
Segundo a proposta de confissão revelada pela revista, o valor teria sido depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar. A transação teria sido operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro e ligado ao PT da Bahia. O ex-dono do Master citou Rui Costa e Jaques Wagner como peças-chave para a ascensão do Master.
Wagner reagiu às revelações, anunciando que acionaria a Justiça contra a reportagem e cobrando responsabilidade de veículos de imprensa. O líder do governo Lula pediu que o jornalismo respeite instituições e redes sociais, apontando a leviandade como problema a ser enfrentado.
Operação da PF
Duas dias depois, a Polícia Federal deflagrou uma grande operação envolvendo Wagner, com apuração sobre possíveis vantagens recebidas em favor do Banco Master. A PF investiga a existência de um apartamento avaliado em 2,45 milhões de reais e repasses de 3,5 milhões a uma empresa ligada ao enteado do senador.
A investigação também mira se a atuação de Wagner favoreceu contratos com instituições financeiras ligadas ao Master. As apurações ocorrem no contexto de apuração de supostas vantagens em atividades políticas noRecanto Baiano.
Alcolumbre manifestou solidariedade a Wagner. O presidente do Senado afirmou ter confiança de que as verdades virão à tona, serão comprovadas e julgadas no devido processo.
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