- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que sua candidatura à reeleição está mantida, mesmo após a operação da Polícia Federal.
- Wagner foi alvo de investigação da PF por suposto recebimento de propina para defender os interesses do Banco Master no Congresso.
- O parlamentar lembrou que, em 2018, já enfrentou busca e apreensão na Operação Cartão Vermelho e afirmou ter conseguido manter sua candidatura na época.
- Sobre deixar a liderança, Wagner disse ser “muito difícil” sair do cargo e citou que só seria retirado se o presidente Lula pedir.
- Ele revelou ter conversado por telefone com Lula, que teria manifestado solidariedade, e afirmou ser signatário de requerimento para criação de CPI sobre o caso Master.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (18) que sua candidatura à reeleição permanece mantida, mesmo após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que apura possível recebimento de propina para defender os interesses do Banco Master no Congresso. A declaração foi feita em entrevista.
Wagner lembrou que já havia passado por operação semelhante no passado, em fevereiro de 2018, quando era candidato ao Senado. Naquela ocasião, houve busca e apreensão no âmbito da Operação Cartão Vermelho, desdobramento da Lava Jato, relacionada à Arena Fonte Nova. O parlamentar destacou ter sido o senador mais votado da história da Bahia naquela eleição.
O deputado afirmou que não há motivos para retirar a candidatura, reforçando a segurança de sua vida financeira. Disse possuir apenas CPF, não ter empresa ou CNPJ, e ter patrimônio declarado, incluindo um apartamento e um sítio em Andaraí. Enfatizou que manterá a candidatura até eventual decisão do presidente da República.
Contato com Lula e solidariedade
Wagner relatou ter conversado por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a operação. Segundo o senador, Lula expressou solidariedade e disse para Wagner permanecer firme diante da situação, considerando que se trata de uma possível tentativa de desestabilização.
O parlamentar também afirmou ser signatário do requerimento para a criação de CPI para investigar o caso do Master, mas avaliou que essa comissão não acrescentaria elementos novas às apurações da PF. Ele esclareceu que a prioridade continua sendo o acompanhamento das investigações oficiais.
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