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Amazon é acusada de intimidar quem defendia regulação de centros de dados

Amazon é acusada de intimidar três funcionários que defenderam regulamentação de data centers em Seattle; investigação interna pode levar a medidas disciplinares

Van da Amazon Prime em frente a sede da empresa em Seattle
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  • A Amazon é acusada de intimidar três funcionários que defenderam a regulamentação de data centers em Seattle, com alegação de retaliação após depoimentos em audiências municipais.
  • A denúncia foi apresentada ao Escritório de Direitos Civis de Seattle pela Amazon Employees for Climate Justice, grupo de funcionários que atua desde 2018.
  • A empresa afirmou que os empregados podem ter violado a política de comunicação interna ao falar como representantes da companhia sem aprovação, enquanto diz não tolerar retaliação.
  • Segundo a queixa, houve investigações internas e alerta de possíveis medidas disciplinares, inclusive demissão, após os depoimentos. A Amazon disse que, ao concluir a apuração, pode ou não tomar medidas.
  • Novamente em junho, o Conselho Municipal votou pela moratória de um ano para novos data centers, enquanto a Amazon enfrentava críticas sobre a construção e o papel de seus funcionários nas discussões públicas.

A Amazon enfrenta uma acusação de retaliação contra funcionários que defenderam a regulamentação de data centers na cidade de Seattle. Três trabalhadores estariam sob investigação interna após testemunharem em audiências municipais, promovidas por conselheiros locais. A denúncia foi apresentada ao Escritório de Direitos Civis de Seattle na quinta-feira, 18 de junho, pela Amazon Employees for Climate Justice, grupo independente sindicalizado.

Cinco funcionários da Amazon, vinculados ao grupo, testemunharam em audiências do Conselho Municipal e de dois comitês sobre a necessidade de regras para o crescimento de data centers e IA na cidade. Os depoimentos chamaram a atenção nacional e colocaram a empresa no centro das críticas.

A queixa afirma que a empresa iniciou investigações e informou aos funcionários que poderiam enfrentar medidas disciplinares, chegando a haver uma possibilidade de demissão. A denúncia sustenta violação das proteções de direitos civis de Seattle contra discriminação por crenças políticas.

Investigação e contexto regulatório

Patrick Schloesser, engenheiro de software da AWS desde 2020, disse ao New York Times que foi informado da investigação após ser chamado para uma reunião sem aviso prévio. Ele havia testemunhado em audiências no início de junho. Outro engenheiro, Darius Irani, relatou pressão semelhante após depoimentos públicos.

A Amazon afirmou ter políticas contra funcionários que falam como representantes da empresa sem aprovação. A empresa disse que avalia situações para entender se os comentários foram feitos como colaboradores ou como cidadãos privados, sem descartar medidas disciplinares futuras conforme o resultado da apuração.

A companhia enfatizou ainda que não pretende demitir funcionários com base na investigação. Em Seattle, um movimento de regulamentação proíbe ou restringe grandes data centers, com o Conselho Municipal aprovando uma moratória de um ano para discutir normas, após consultas da imprensa local sobre o tema.

Os trabalhadores que se manifestaram defendem critérios como maior transparência, uso de energia renovável, restrições a acordos de confidencialidade e condicionantes para novos empreendimentos. Eles também sugerem que a cidade exija relatórios públicos sobre consumo de água e energia.

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