- Jaques Wagner (PT-BA) esteve entre os alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, principal alvo de buscas e apreensões.
- A PF investiga supostos recebimentos de imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina de R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiar dele.
- A operação é ligada ao caso Master e ganhou cobertura de imprensa internacional, que vê potencial impacto político próximo às eleições de outubro.
- Agências e veículos internacionais destacaram que o caso aproxima o escrutínio do entorno do presidente Lula do governo federal e pode influenciar campanhas.
- O governo e aliados passaram a defender Wagner publicamente, reconhecendo maior dificuldade em associar o escândalo apenas a adversários após a divulgação das informações.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, é alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, ligada ao caso Master. A investigação envolve possíveis pagamentos de propina e a aquisição de um imóvel de R$ 2,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiares dele.
A ação reforça a relação entre o governo federal e o escândalo, com a Polícia Federal cumprindo mandados de busca e apreensão. A PF apura vínculos entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e autoridades de diferentes esferas.
A repercussão internacional ganhou destaque na imprensa de diferentes países, ampliando o alcance institucional do caso. Veículos destacaram a proximidade entre as apurações e o entorno do governo Lula.
Impacto internacional
A Reuters descreveu o Master como uma bola de neve que envolve mais personagens públicos. A Al Jazeera ressaltou que a fraude pode influenciar as eleições, atingindo dois lados do espectro político.
Na Argentina, o Clarín mencionou o envolvimento de Wagner como aproximação do escândalo do governo federal. O jornal também citou entrevistas do presidente Lula sobre o caso.
A Bloomberg informou que aliados de Lula passaram a defender Wagner publicamente, citando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do PT, Edinho Silva, como exemplos.
A Associated Press enfatizou que as investigações atingem diversos políticos a poucos meses das eleições de outubro. Wagner foi alvo principal de busca e apreensão na etapa mais recente.
A assessoria de Wagner divulgou nota afirmando que ele não atuou a favor do Master e está à disposição das autoridades. O parlamentar afirma acompanhar o andamento das investigações com tranquilidade.
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