- Na terça-feira, 16 de junho, Jaques Wagner subiu à tribuna do Senado para se solidarizar com Davi Alcolumbre diante de uma denúncia envolvendo suposta propina.
- A acusação, baseada em vazamento da delação de Daniel Vorcaro, mencionava cerca de US$ 30 milhões; há mensagens envolvendo reuniões na residência oficial do Senado.
- Wagner afirmou não ter ligação com Vorcaro, mas a PF investiga ligações antigas com Augusto Lima, sócio de Vorcaro, incluindo compras de imóveis que teriam sido usados para ocultar propriedade.
- A relação entre Wagner e Lima é descrita como de amizade de quase dez anos, ligada a gestões anteriores envolvendo a empresa Credcesta, ligada a um programa de crédito consignado.
- A operação policial não mira apenas a proximidade entre Wagner e Vorcaro, mas investiga práticas ligadas ao Banco Master e a defesa de interesses privados vinculados ao grupo investigado, sem excluir outros parlamentares.
Na terça-feira, 16 de junho, Jaques Wagner discursou no Senado para defender Davi Alcolumbre, diante de uma denúncia atribuída a vazamento da delação de Daniel Vorcaro. A informação apontava possível propina de US$ 30 milhões, segundo veículos da imprensa.
A defesa de Alcolumbre teve como enfoque apontar ataque ao Senado e mobilizar apoio institucional, em meio a tensões entre setores do Congresso. As acusações envolvem relações próximas entre congressistas e empresários vinculados ao grupo investigado.
Segundo apurações, Wagner afirmou não ter qualquer relação com Vorcaro e destacou que não possuía CNPJ, apenas CPF. Parte das informações envolve o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, conhecido como Guga, com negócios ligados ao Banco Master.
Histórico financeiro ligado ao caso aponta tratativas de compra e venda de ativos envolvendo o Credcesta, empresa baiana relacionada a benefícios para servidores. A operação de buscas contra Wagner girou em torno de ativos e estruturas usadas para defender interesses privados.
Contexto do caso Master envolve a rede de relações entre a família de empresários, políticos e entidades do crédito consignado. Documentos indicam movimentações para facilitar operações envolvendo o grupo, com foco na venda de parte do Master a outra instituição financeira.
Ainda conforme as investigações, o memorando de entendimento para negócios foi assinado em março de 2025, aumentando o ritmo de contatos entre os atores. No plenário, Alcolumbre defendeu inocência e pediu discrição às apurações, enfatizando o devido processo legal.
Ações de investigação não se restringiram a Wagner; a PF acompanha vínculos entre membros do governo baiano e o conjunto de empresas ligadas ao grupo Vorcaro. A prioridade é esclarecer a eventual atuação para favorecer interesses privados.
A ampla gama de relações, que envolve ex-gestores estaduais, executivos de bancos e representantes do Congresso, permanece sob análise. As apurações continuam para esclarecer contrapartidas e eventuais irregularidades no manejo de recursos públicos.
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