- O procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, pediu buscas em endereços ligados ao deputado Roosevelt Barreto Barcelos, citando a “inaceitável penetração do crime organizado” na Alerj.
- O documento menciona suspeitas de favorecimento ao Terceiro Comando Puro (TCP) envolvendo o Val Ceasa e cita o caso do ex-deputado TH Joias, preso em setembro de 2025 por ligações com o Comando Vermelho.
- Outro deputado estadual, Thiago Rangel (Avante), está preso sob suspeitas de fraudes em contratos da Educação e de ligações com o crime organizado.
- Moreira afirma que facções se entranharam na Assembleia e classifica a situação no Rio como caótica, defendendo valores morais e rejeitando práticas de corrupção no serviço público.
- A fala ocorre em contexto de crise na Alerj, com TH Joias, Rodrigo Bacellar (ex-presidente da Casa) e Thiago Rangel já presos, e Val Ceasa sob investigação; a Polícia Federal criou uma força-tarefa de quarenta agentes para mapear infiltração de facções no poder público fluminense.
Na manhã de hoje, o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, reforçou a preocupação com a atuação do crime organizado no âmbito da Assembleia Legislativa. Em representação que pediu buscas em endereços ligados a um deputado estadual, ele aponta a penetração de facções no poder como tema central da atuação do Ministério Público.
Segundo o texto enviado ao Ministério Público, além de suspeitas envolvendo o deputado conhecido como Val Ceasa, o documento cita o histórico de investigações que envolvem o cenário da Alerj. O MP aponta indícios de favorecimento ligado ao Terceiro Comando Puro e menciona casos de outros parlamentares sob escrutínio.
O conteúdo da manifestação também traz a referência a TH Joias, ex-deputado preso em setembro de 2025 por ligações com o Primeiro Comando da Capital, além de mencionar Thiago Rangel, parlamentar do Avante preso por suspeitas de fraudes em contratos da Educação e por ligações com o crime organizado.
Moreira afirma que as facções se entranharam na Casa e descreve a situação como caótica. Ele ressalta a necessidade de enfrentar o que chama de cinismo político que utiliza a defesa de interesses da população como justificativa para atividades ilícitas.
Ainda conforme o procurador, não é aceitável entregar mandatos a indivíduos ligados ao tráfico de entorpecentes, que, segundo o texto, causam vício e morte em diferentes faixas etárias. A gestão pública, segundo o MP, deve defender valores legais e morais.
A manifestação ocorre em contexto de crise institucional na Alerj. Em menos de um ano, TH Joias, Rodrigo Bacellar—ex-presidente da Casa—e Thiago Rangel já foram alvo de prisões. Além disso, Val Ceasa é alvo de investigação, conforme apuração da reportagem.
A Polícia Federal, por determinação do STF, criou uma força-tarefa com cerca de 40 agentes para mapear infiltração de facções e milícias no poder público fluminense. A iniciativa reforça a linha de apuração sobre a influência do crime organizado no estado.
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