- Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, pretende se candidatar a deputado federal por Goiás para ampliar a base do partido.
- Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele sustenta que as acusações do mensalão são mentiras e afirma que hoje não há impedimentos para sua candidatura.
- O ex-tesoureiro relembra ter sido expulso do PT por seis anos e diz ter sido intimado diversas vezes pela Polícia Federal, com perguntas repetidas.
- Entre as bandeiras, ele cita a governabilidade de um eventual quarto mandato de Lula e temas como melhoria da energia, transporte e educação em Goiás.
- Propõe que o governo federal assuma a responsabilidade pela educação infantil e pelo ensino médio, além do ensino superior público.
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, pediu para ser candidato a deputado federal por Goiás. Ele afirma, em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (18), que as acusações contra ele são mentirosas e que não há entraves atuais à candidatura. O político já foi preso no âmbito do mensalão e, mais tarde, na Lava Jato.
O ex-dirigente reafirmou que tentou defender-se por décadas e citou várias intimações da Polícia Federal, com perguntas repetidas, segundo o relato à imprensa. Ele disse que o episódio do mensalão em 2005 foi uma mentira aos olhos dele e que não guarda mágoa do processo político.
Delúbio também mencionou outros ex-réus do mensalão que retornam à política, como José Dirceu, sem, porém, classificar o retorno como vingança. O entrevistado destacou que o PT passou por desgaste com a Lava Jato, mas afirmou que o partido continua ativo e buscando explicar suas ações para as futuras gerações.
Candidatura e agenda pretendida
Ao falar de bandeiras como deputado, o ex-tesoureiro destacou a necessidade de apoiar a governabilidade de um possível quarto mandato de Lula e citou temas-chave para Goiás e para o país. Citou desafios regionais e a importância de ampliar a atuação federal em áreas estratégicas.
Educação e modelo de gestão
Delúbio defende que o governo federal assuma a educação infantil e o ensino médio, hoje administrados em grande parte por municípios e estados. Segundo ele, a educação deve ser sob direção central, com foco em ampliar acesso e qualidade, incluindo as etapas de ensino básico no âmbito federal.
Energia e infraestrutura em Goiás
O político apontou a Equatorial como responsável pela distribuição de energia em Goiás, indicando problemas no serviço para a população local. A crítica volta a chamamentos sobre melhoria nos serviços públicos de infraestrutura no estado, com ênfase na qualidade de atendimento aos usuários.
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