- Entrevista concedida por Jaques Wagner horas após uma operação da Polícia Federal mudou o clima político em Brasília.
- A pressão pela saída do senador da liderança do governo no Senado aumentou, saindo da ideia de mudança gradual ligada ou não ao Caso Master.
- Lula ficou contrariado ao prestar solidariedade a Wagner e ouvir o senador revelar o telefonema, gerando constrangimento no governo.
- O governo avalia já ter estudado uma saída honrosa para Wagner, mas a declaração dele pode levar o próprio a colocar o cargo à disposição.
- Fernando Haddad defende a aplicação da lei sem distinção política; Gleisi Hoffmann mantém crença na inocência de Wagner, mas diz que ele deverá responder se houver irregularidades comprovadas.
Uma entrevista de Jaques Wagner, concedida horas após uma operação da Polícia Federal, alterou o clima político em Brasília. O assunto ganhou força e aumentou a pressão pela troca na liderança do governo no Senado. A mudança, inicialmente, era vista como gradual e não diretamente associada às investigações do Caso Master.
Segundo auxiliares do presidente Lula, o próprio chefe ficou contrariado ao ver Wagner revelar a existência do telefonema recebido. A solidariedade demonstrada ao colega, após a operação, acabou gerando constrangimento dentro do governo.
Há indicativos de que já havia uma narrativa para uma saída honrosa de Wagner, mas as declarações do senador complicaram o cenário. A expectativa atual é de que ele possa colocar o cargo à disposição, abrindo espaço para uma mudança na liderança.
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, defendeu a aplicação da lei de forma igualitária, comentando a operação da PF. Gleisi Hoffmann, deputada e ex-ministra das Relações Institucionais, afirmou acreditar na inocência de Wagner, mas disse que ele deve responder à justiça se comprovadas irregularidades.
Entre na conversa da comunidade