- O Departamento de Estado dos EUA criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF, dizendo que é parte de um padrão de perseguição contra a oposição política.
- A Primeira Turma do STF condenou Eduardo por coação no curso do processo, após considerar que ele tentou interferir no julgamento da ação envolvendo Jair Bolsonaro.
- O tribunal constatou que Eduardo usou influência política nos Estados Unidos para pressionar ministros e dificultar o andamento do caso; a pena foi de quatro anos e dois meses de reclusão, em regime semiaberto, mais 50 dias-multa.
- O STF também declarou a inelegibilidade de Eduardo desde a condenação até oito anos após o cumprimento da pena e determinou a perda de seu cargo de escrivão da Polícia Federal.
- Durante a cúpula do G7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou o caso, dizendo que o Brasil ficou politicamente perigoso; ele comentou de forma equivocada sobre a prisão de “Bolsonaro Jr.” por declarações no Texas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF como parte de um padrão de perseguição da Justiça brasileira contra a oposição. A afirmação foi enviada ao portal R7 nesta semana.
O ex-deputado federal foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, com 50 dias-multa de dois salários mínimos por dia. A decisão também afastou Eduardo da função de escrivão da Polícia Federal e o tornou inelegível por oito anos após o cumprimento da pena.
Segundo o STF, ficou comprovado que Eduardo usou sua influência política nos Estados Unidos para pressionar ministros da Corte e dificultar o andamento do processo envolvendo Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Reação internacional e contexto político
Donald Trump comentou o caso durante a cúpula do G7, em uma fala que atribuiu ao Brasil um ambiente político perigoso. O ex-presidente americano afirmou ter ouvido que Eduardo Bolsonaro estaria preso por ter feito uma declaração no Texas, situação posteriormente contestada pelo less esclarecimentos oficiais.
O governo brasileiro, o STF e advogados de defesa não comentaram novas mudanças no caso até o momento. A decisão de condenação permanece em curso de execução, com recursos cabíveis dentro do rito legal.
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