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Gleisi defende punição de Wagner caso irregularidade seja comprovada

Gleisi afirma lisura de Wagner, mas diz que ele deve responder se houver comprovação de envolvimento em irregularidades do Banco Master

Gleisi diz que investigações sobre Wagner não retiram a gravidade das acusações contra Flávio Bolsonaro
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  • A deputada Gleisi Hoffmann afirmou acreditar na lisura de Jaques Wagner, alvo da operação Compliance Zero, e disse que ele deve responder caso haja comprovação de envolvimento.
  • A Polícia Federal cumpriu mandados na nona fase da Compliance Zero, com Wagner entre os investigados; foram apreendidos US$ 55.000 e 33.000 euros, cerca de 471 mil reais.
  • A apuração investiga supostas fraudes e corrupção relacionadas ao Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, incluindo a possível venda de ativos e transações envolvendo a família de Wagner.
  • Wagner sustenta que não é réu nem denunciado e que não atuou em benefício do Master; a assessoria afirma que valores em espécie são diárias legais declaradas e não utilizadas.
  • Gleisi defendeu a continuidade das investigações, frisando que há necessidade de CPMI para apurar o caso, e lembrou que as investigações sobre Wagner não reduzem a gravidade das acusações contra Flávio Bolsonaro.

Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou, nesta quinta-feira, que confia na lisura de Jaques Wagner, alvo da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master. Ela disse que Wagner deve responder se houver comprovação de envolvimento.

A deputada disse ter ouvido as explicações de Wagner sobre o CredCesta, operação de cartão consignado para servidores. Ela reforçou que, caso haja envolvimento comprovado, o senador precisa responder, mas que a gravidade das acusações contra Flávio Bolsonaro continua histórica e grave.

Gleisi é pré-candidata ao Senado pelo Paraná e defende continuidade das investigações, incluindo a instalação de uma CPMI para apurar o caso Master. A PF cumpriu mandados em endereços ligados a Wagner na 9ª fase da operação e apreendeu US$ 55 mil e 33 mil euros, cerca de R$ 471 mil.

Panorama da investigação

Segundo a PF, Wagner é investigado por supostas vantagens indevidas ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. A apuração também analisa a compra de um apartamento em Salvador avaliando em volta de R$ 2,5 milhões. O relatório cita ainda uma transferência de R$ 3,5 milhões para familiares do senador.

A PF destacou que o repasse envolve uma empresa ligada a Augusto Lima, segundo decisão do ministro André Mendonça. Wagner afirma que não é réu nem denunciado em processo ligado aos fatos e que está à disposição para esclarecer. A defesa de Lima afirma que as medidas visam comprovar licitude dos fatos.

A resposta oficial de Wagner, por meio de sua assessoria, reiterou que os valores apreendidos correspondem a diárias legais recebidas em missões internacionais e declaradas. A nota destacou que o apartamento citado não pertence ao parlamentar, e que Wagner não atuou em favor do Banco Master.

Função da 9ª fase e próximos passos

A 9ª fase integra a linha de atuação da Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025 pela PF e pelo STF, com mudanças de relatoria ao longo do tempo. A investigação envolve diversas fases, prisões, buscas e medidas cautelares para apurar esquema de fraude e desvio de recursos.

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