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Investigação sobre o Banco Master na Bahia ainda tem pontos a esclarecer

PF aprofunda origem do Banco Master na Bahia; investiga ligação de Vorcaro a Kruchewsky, envolvendo Wagner e Rui Costa e R$ 54 milhões em jogo

Aliado histórico de Lula, aques Wagner está no centro das investigações da nova fase da Operação Compliance Zero (Foto: Paula Froes/ AI Jaques Wagner)
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  • Polícia Federal mantém investigação sobre o Banco Master, ligado ao Credcesta, com foco nas ligações de Jaques Wagner (PT-BA) e Rui Costa, além de apurar o papel de Daniel Vorcaro e até que ponto houve repasse de R$ 54 milhões à banca de Eugênio Kruschewsky.
  • A PF analisa se os recursos pagos por Vorcaro ao escritório de Kruschewsky foram destinados apenas ao atendimento jurídico, com possível entrada de Ana Patrícia Leão na mira.
  • O presidente do Partido Progressistas, Ciro Nogueira, pode ser afastado em reunião da executiva nacional; na disputa para sucedê-lo, aparecem a senadora Tereza Cristina e o deputado Arthur Lira.
  • O cenário interno do PP aponta Arthur Lira como provável responsável pela condução do partido, com potencial impacto nas negociações eleitorais.
  • Gilberto Kassab, fundador do PSD, atua como mediador envolvendo José Roberto Arruda e Paulo Octávio, com avaliação sobre a eventual candidatura de Octávio ao Senado.

O Banco Master volta a ganhar destaque em investigações da Polícia Federal ligadas à operação Compliance Zero na Bahia. A análise foca no nascimento da relação entre o banco e a Credcesta, apontada como chave para entender fluxos de recursos. As buscas envolvem já o senador Jaques Wagner e indicam novas linhas sobre o papel de atores jurídicos na gestão de consignados no governo estadual.

A PF investiga a ligação entre Daniel Vorcaro, considerado o “banqueiro” do extinto Banco Master, e a banca de Eugênio Kruschewsky, apontada como suporte jurídico no programa de consignados. A apuração mira se os pagamentos de Vorcaro tinham destinação além do escritório, e se há participação de outros defensores do caso.

Wagner e o atual ministro Rui Costa, seu sucessor no Palácio Ondina, já foram alvo de medidas anteriores da PF. Agora, a operação pretende apurar se advogados de Vorcaro, desembargadores do Tribunal de Justiça e outros operadores podem ter interferido de forma indevida. A investigação também envolve Ana Patrícia Leão, subestabelecida no caso Banco Master.

Operação e desdobramentos

A PF amplia o escopo para mapear a origem de R$ 54 milhões pagos a Kruschewsky, buscando entender o destino dos recursos. A expectativa é esclarecer se houve desvio apenas para o escritório ou se houve desvio de finalidade. As apurações seguem para apurar outros indícios de irregularidade.

Na esfera partidária, a executiva nacional do Partido Progressistas discute o futuro de Ciro Nogueira, envolvido no episódio. Caso haja afastamento, um vice pode assumir conforme o estatuto. Nomes cotados para a vaga incluem Tereza Cristina e Arthur Lira, com o PP possivelmente sob liderança de Lira.

Outros temas ligados

Entre as movimentações políticas, surge a atuação de Gilberto Kassab, que volta a ocupar posição central ao reconciliar Arruda e Paulo Octávio para discutir candidaturas. O PSP vê possibilidade de janela para ampliar atuação no Senado, com avaliações em curso sobre o cenário político.

Em outra frente, o engenheiro Henrique Luduvice apresentou à ministra Luciana Santos a proposta do Programa Mais Engenharia, inspirado no Mais Médicos. O objetivo é ampliar a presença de profissionais de engenharia e áreas relacionadas em regiões com vulnerabilidade social.

Ainda no campo institucional, a Receita Federal coordena a megaoperação Desvio de Rota para combater pirataria. Estima-se apreender até R$ 300 milhões em mercadorias piratas no Brás, com apoio técnico de escritórios especializados em propriedade intelectual. Empresas da região são alvo de identificação de fraudes de marca.

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