- A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público contra Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, e seis ex-assessores por rachadinha na Câmara do Rio, julgando-os réus por organização criminosa e peculato.
- O ex-vereador Carlos Bolsonaro não aparece entre os denunciados; a denúncia se refere aos ex-assessores do gabinete dele.
- Segundo a denúncia, o esquema ocorreu entre junho de 2005 e dezembro de 2021, com repasses dos salários dos servidores para Jorge Fernandes, considerado líder e mentor do grupo.
- Entre os acusados estão a esposa de Fernandes, Regina Célia, que according a investigação repassou mais de R$ 800 mil, e a assessora Juciara da Conceição Raimundo da Cunha, apontada como responsável por movimentar cerca de R$ 650 mil.
- A Justiça fixou prazo de dez dias para defesa escrita e, após as respostas, marcará depoimentos de testemunhas; o caso está em processo de andamento e já havia passado por arquivamento e reavaliação anteriores.
A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público contra Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, e mais seis ex-assessores da Câmara Municipal. Eles são acusados de associação criminosa e peculato no esquema conhecido como rachadinha. A denúncia envolve repasses de salários aos cofres de Fernandes.
Segundo a decisão da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, houve indicação de que Fernandes seria o mentor do esquema e articulou a participação dos demais denunciados. O ex-vereador Carlos Bolsonaro não integra a lista de acusados na ação apresentada.
Fernandes ocupou o posto de chefe de gabinete entre 2018 e o fim de seu mandato, mantido como elo da suposta rede. A investigação aponta que cada servidor recebia o salário e, depois, efetuava transferências e saques para Fernandes.
Entre os réus, está Regina Célia, mulher de Fernandes, nomeada em 2005, que teria repassado mais de R$ 800 mil. Juciara da Conceição Raimundo da Cunha é acusada de movimentar cerca de R$ 650 mil em favor de Fernandes.
A denúncia indica que o esquema ocorreu de junho de 2005 a dezembro de 2021, ainda durante o mandato de Carlos Bolsonaro na Câmara do Rio. Ao todo, os seis ex-assessores teriam repassado R$ 1,9 milhão ao chefe de gabinete.
A Justiça estabeleceu 10 dias para defesa escrita dos acusados. Depois, será marcado o depoimento de testemunhas conforme o andamento processual.
O Ministério Público informou que a denúncia foi apresentada em setembro de 2024. Naquela época, houve arquivamento inicial contra Carlos Bolsonaro pela Polícia, segundo o MP, por falta de indícios.
Em 2025, houve discordância entre o juiz e o promotor, que resultou na reabertura do caso contra Carlos Bolsonaro. A apuração sobre a rachadinha continua em andamento.
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