- Lula apresentará aos membros do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, a visão atualizada do Brasil sobre terras-raras na cúpula de 29 de junho.
- O Brasil defenderá a extração e o processamento local de terras-raras para reduzir a dependência de outros países, tratando o tema como questão de soberania nacional.
- A Argentina adota posição distinta, tendo assinado em fevereiro acordo que facilita o acesso dos Estados Unidos às reservas de minerais críticos.
- Não há previsão de encontros diretos entre Lula e o presidente argentino Milei durante a cúpula; o brasileiro fará passagem rápida pela reunião.
- O Mercosul busca ampliar acordos externos, como livre comércio com o Canadá e um tratado moderno com o Japão; convidados da cúpula incluem Kast e Noboa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai apresentar ao Mercosul uma visão atualizada sobre a política de terras-raras. A cúpula ocorre em Assunção, no Paraguai, nos dias 29 e 30 de junho. A ideia é debater a exploração e o processamento local de minerais críticos de forma preliminar, sem acordos formais.
O Brasil defende a extração e a indústria nacional dessas terras-raras para reduzir dependência externa. Lula já contextualizou o tema como questão de soberania e de valorização de reservas nativas. O tema foi discutido também em reuniões recentes do G7.
A Argentina, com reserva significativa, aposta em posição diferente: em fevereiro o governo assinou acordo que facilita o acesso dos EUA às reservas do elemento. Não há expectativa de diálogo direto entre Lula e Milei durante a cúpula.
Antes da viagem ao Paraguai, Lula participa de encontro com reitores de universidades latino-americanas em Foz do Iguaçu, organizado pela Unila.
Agenda do Mercosul
O encontro de Assunção terá como foco o dinamismo do bloco em negociações internacionais. O Mercosul está próximo de concluir acordo de livre comércio com o Canadá, e busca avançar com um tratado moderno com o Japão.
Os anfitriões da cúpula receberão convidados especiais, incluindo os presidentes de Chile e Equador. Caso o presidente da Bolívia não confirme presença, o chanceler Fernando Aramayo deve representá-lo, em razão da situação política interna no país.
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