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Lula evita falar de Jaques Wagner, mas sinaliza apoio à liderança do governo

Lula sinaliza continuidade de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado, em meio a registro de investigação na operação Compliance Zero

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante agenda ligada ao G7, nesta quarta-feira (17)
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  • Lula deu sinal positivo a jornalistas sobre a permanência de Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado, ao ser questionado durante cumprimentos no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte.
  • O presidente não comentou o episódio envolvendo Wagner, investigado na operação Compliance Zero pela Polícia Federal, que apura pagamentos do Banco Master via empresa da nora dele e um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões; Wagner nega irregularidades.
  • Em Belo Horizonte, Lula anunciou investimentos de R$ 89,3 milhões para o Hospital Luxemburgo, que passa a ser unidade 100% SUS e é referência em oncologia em Minas Gerais.
  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da agenda e citou números de programas da pasta, fazendo críticas ao governo anterior e ao ex-governador Romeu Zema.
  • A agenda inclui viagem a Divinópolis para a inauguração de hospital regional, em meio à mobilização do PT em Minas para as eleições de 2026, ainda sem definição de candidatura ao governo.

O presidente Lula criou um gesto positivo aos jornalistas ao ser questionado sobre a permanência de Jaques Wagner (PT-BA) como líder do governo no Senado. A pergunta surgiu durante cumprimentos a parte da plateia no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte (MG).

Lula não fez declarações à imprensa nem detalhou o tema. Wagner é alvo de investigações na nova fase da Operação Compliance Zero, com apurações sobre supostos pagamentos ligados ao Banco Master por meio da empresa da nora do senador, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. Wagner nega irregularidades.

Investimento no Hospital Luxemburgo e agenda em Minas

Na capital mineira, o presidente participou do anúncio de investimentos de R$ 89,3 milhões para o Hospital Luxemburgo, unidade pública 100% SUS vinculada ao Instituto Mário Penna, referência em oncologia no estado. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também participou do ato.

Padilha mencionou programas da pasta em discurso, criticando, de forma indireta, o governo anterior e o ex-governador de Minas Romeu Zema, pré-candidato ao Planalto. Padilha destacou a continuidade de investimentos federais em Minas Gerais, sem associar a agenda a fiéis de apoio político.

Agenda e cenário político em Minas

Esta é a 16ª visita de Lula a Minas no atual mandato, em tom de aproximação com o estado, visto como importante para as eleições de 2026. A interlocução ocorre em meio a tentativas de definir um palanque no estado, sem acordo consolidado até o momento.

Em Divinópolis, à tarde, Lula inaugurou um hospital regional. A agenda ocorre no contexto de disputa regional pela eventual candidatura ao governo de Minas, com nomes avaliados para compor alianças locais. Cleitinho Azevedo, apoiador de Flávio Bolsonaro, lidera pesquisas no estado, mas ainda não definiu candidatura.

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