- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou positivo ao ser questionado se Jaques Wagner continua como líder do governo no Senado, em Belo Horizonte.
- Lula visita Minas Gerais um dia após operação da Polícia Federal que mirou Wagner na etapa Compliance Zero, ligada ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.
- A PF investiga possível recebimento de propina por Wagner, incluindo um apartamento em Salvador; o senador nega irregularidade.
- Jaques Wagner já foi governador da Bahia de 2007 a 2014 e ocupou ministérios no governo federal, como Trabalho, Relações Institucionais, Defesa e Casa Civil.
- Em 2014, Wagner foi alvo de investigação da PF por suspeita de propina na reforma da Arena Fonte Nova, caso que foi anulado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 2019.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou positivamente ao ser questionado se Jaques Wagner (PT-BA) continua como líder do governo no Senado. A resposta ocorreu em Belo Horizonte, durante agenda em Minas Gerais.
Lula participava de visitas a uma unidade de saúde que passa a atender 100% pelo SUS. Ao passar pelos jornalistas, o presidente não comentou o tema, apenas fez o gesto de aprovação com o polegar.
A novidade envolve uma operação da Polícia Federal que mirou Wagner na quinta fase da chamada Compliance Zero. A apuração investiga fraudes associadas ao Banco Master e ao seu dono, Daniel Vorcaro.
Quem é Jaques Wagner e o que envolve a investigação
Jaques Wagner é líder do governo no Senado e, segundo a PF, estaria ligado a supostas propinas relacionadas ao banco. O senador nega irregularidades.
Entre os cargos ocupados, Wagner foi governador da Bahia (2007-2014 e também chefia ministérios no governo Lula, como Trabalho, Relações Institucionais, Defesa e Casa Civil no governo Dilma).
Ele foi eleito senador em 2018 e, após hesitar, decidiu concorrer à reeleição neste ano. Dirigentes do PT afirmam que, em 2018, Wagner chegou a ser cotado para substituir Lula na corrida presidencial.
Naquele ano, a PF também apurou suspeitas ligadas à reforma da Arena Fonte Nova para a Copa do Mundo de 2014. A operação foi anulada pelo TRF-1 em 2019.
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