- O ministro Alexandre de Moraes autorizou que Jair Bolsonaro preste depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a apreensão de uma arma nove milímetros registrada no dia dezesseis.
- A arma pertence ao ex-presidente e estava em poder de um dos seus seguranças, após uma blitz policial; foi aberto um inquérito para apurar o caso.
- Moraes determinou que o depoimento seja presencial na casa onde Bolsonaro cumpre pena, no Jardim Botânico, em Brasília, na terça-feira vinte e tres, às quinze horas; a polícia havia solicitado videoconferência para quarta-feira vinte e quatro.
- O ministro rejeitou a indicação de Eduardo Torres (irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro) como acompanhante de saúde, e pediu que a defesa indique um profissional de saúde qualificado para acompanhar o cumprimento da pena.
- Bolsonaro está em prisão domiciliar. A defesa citou que ele tem problemas de saúde, incluindo soluços, decorrentes da facada de dois mil e de dezoito durante a campanha.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou Jair Bolsonaro a prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a apreensão de uma arma de fogo. A pistola, de calibre nove milímetros, pertence ao ex-presidente e estava com um segurança que foi abordado em uma blitz. Um inquérito foi aberto para apurar o caso.
No dia 16, a arma foi apreendida durante ocorrência registrada pela polícia. O objeto estava com um segurança de Bolsonaro, que hoje cumpre pena em regime domiciliar. A Polícia Civil do DF pediu autorização para ouvir o ex-presidente. A solicitação foi recebida pela Justiça nesta sexta.
A audiência foi marcada para ocorrer presencialmente na terça-feira, 23, às 15h, na residência do ex-presidente, no Jardim Botânico, em Brasília. A ideia da autoridade policial é colher o depoimento o quanto antes, para esclarecer as circunstâncias da apreensão.
A defesa de Bolsonaro pediu que um profissional de saúde acompanhasse o depoimento. Moraes, no entanto, indeferiu a indicação de Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, argumentando a necessidade de acompanhamento qualificado para o caso de saúde do ex-presidente, que enfrenta complicações decorrentes de uma facada em 2018.
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