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Moraes determina depor de Bolsonaro à Polícia Civil sobre arma apreendida

Moraes determina depoimento de Bolsonaro à Polícia Civil sobre pistola Glock apreendida; data é 23 de junho, às 15h, em prisão domiciliar

Moraes também deu 48 horas para a defesa comprovar a contratação de acompanhamento médico noturno para Bolsonaro. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • O ministro Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro preste depoimento à Polícia Civil no dia vinte e três de junho, às quinze horas, em regime de prisão domiciliar.
  • O depoimento ocorre no contexto de investigações sobre uma pistola Glock 9mm apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante blitz no início da semana.
  • A oitiva foi solicitada pela Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar como a arma deixou a residência de Bolsonaro.
  • Moraes fixou o formato presencial por causa das restrições de uso de comunicações eletrônicas impostas ao ex-presidente.
  • A defesa sustenta que o mecanismo da arma estava frouxo e que a equipe de segurança removing o percussor sem o conhecimento de Bolsonaro, conforme alegações apresentadas ao STF.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta sexta-feira 19 que o ex-presidente Jair Bolsonaro preste depoimento à Polícia Civil no dia 23 de junho, às 15h. O registro faz parte de investigaçao sobre uma pistola Glock 9mm apreendida pela PMDF durante uma blitz no início da semana. A oitiva será realizada na prisão domiciliar devido a restrições de uso de comunicações eletrônicas.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da retirada da arma da residência de Bolsonaro. A decisão de Moraes refere-se a pedido da polícia, que busca esclarecer como o armamento foi removido do endereço do ex-presidente.

Blitz e apreensão de arma

Na noite de segunda-feira 15, um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional foi parado em um bloqueio em Taguatinga. No assoalho, a pistola e um carregador sobressalente foram localizados.

Conforme a PMDF, veículos do GSI em via pública não passam por vistorias constantes, diferente dos carros que entram ou saem da garagem da residência de Bolsonaro. O conductor foi o sargento Estácio Leite da Silva Filho, que disse levar a arma para conserto por uma pane no percussor.

Explicação da defesa de Bolsonaro

Os advogados afirmam que o ex-presidente percebeu que o mecanismo da arma estava frouxo e buscou ajuda do sargento do GSI para identificar a falha, sem saber que a equipe de segurança já havia removido o percussor. A defesa sustenta que a retirada da peça foi ordenada pela própria segurança após constatar possível uso de medicamentos psiquiátricos que poderiam afetar a cognição de Bolsonaro.

Segundo os advogados, tais medicações teriam influenciado um episódio anterior, em novembro de 2025, quando o ex-presidente tentou romper a tornozeleira com um ferro de solda. A defesa descreve o caso como coincidência em relação ao fim de 90 dias de prisão domiciliar. Bolsonaro continua cumprindo pena total de 27 anos e 3 meses.

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