- Ricardo Nunes busca manter o apoio para a reeleição em 2028 e abrir caminho para provável candidatura ao governo de São Paulo em 2030, conforme um plano do grupo para manter a influência no estado.
- Entre os nomes cotados para sucedê-lo na prefeitura estão Fabrício Cobra, Sidney Cruz, Pedro Fernandes e Edson Aparecido, sendo este último visto como favorito entre os articuladores.
- Francisco Fortes, presidente da Prodam, é apontado como aposta pessoal de Nunes, com foco em perfis técnicos; ele diz seguir trabalhando pela entrega de resultados.
- O vice-prefeito Ricardo Mello Araújo (PL) afirma que pode se colocar à disposição para 2028, desde que tenha o aval de Jair Bolsonaro; pode buscar outra legenda se não houver acordo.
- A disputa municipal é interpretada como parte do projeto de 2030 do MDB, que ganhou fôlego com a entrada do vice-governador Felício Ramuth no MDB; há outros nomes cogitados, mas tudo ainda é especulação.
Os rumores sobre a sucessão de Ricardo Nunes em São Paulo já circulam entre aliados e rivais, mesmo com a eleição municipal projetada para 2028. O entorno do prefeito e do MDB trabalha para mapear nomes que possam manter a base política na capital.
Nunes continua na linha de frente da pré-campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e apoia a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O objetivo é transferir os votos de 2024 para os aliados de hoje.
Apesar de o tema não estar aberto publicamente, as articulações já se articulam nos bastidores da gestão. A prioridade é ampliar a mão do grupo para garantir continuidade na prefeitura e, eventualmente, na administração estadual.
Nomes em foco dentro da gestão
Entre os nomes que circulam, o secretário de Subprefeituras Fabrício Cobra (sem partido) aparece como um dos mais cotados. Ex-tucano, ele coordena as relações com as 32 subprefeituras e pode se filiar ao MDB.
Sidney Cruz (MDB), atual vereador, voltou ao mandato após deixar a Secretaria de Habitação e mira a eleição federal. Pedro Fernandes (sem partido), à frente da SP Urbanismo, também integra o bolo de possíveis candidatos.
Edson Aparecido (MDB), secretário de Governo, é apontado por bastidores como o principal articulador. Ele já foi deputado federal e estadual, com passagem por gestões anteriores.
Perfil técnico e aposta de Fortes
Francisco Fortes, presidente da Prodam, é visto como aposta de Nunes para um perfil técnico. Forte atua na modernização da empresa municipal de tecnologia e tem simpatia entre quem valoriza gestão profissional.
Fortes enfatiza que o foco atual é entregar resultados na Prodam, e não define um horizonte eleitoral. Seu posicionamento é visto como parte da estratégia de renovação do governo municipal.
Cenário para 2028 e 2030
Ricardo Mello Araújo (PL), vice-prefeito, busca espaço para 2028 com apoio de Jair Bolsonaro. Embora tenha sido substituído na corrida ao Senado, ele afirma estar aberto a participação no pleito municipal, desde que haja apoio de Bolsonaro.
O MDB vê a ênfase na sucessão de 2030 como parte de um projeto maior, que inclui uma eventual passagem de Nunes para o governo paulista. A filiação de Felício Ramuth ao MDB reforça esse movimento.
Nomes de outros grupos, como Rodrigo Goulart (PSD) e Filipe Sabará, também são citados como possíveis concorrentes. Contudo, até o momento, tudo é descrito como especulação.
Relação com o cenário estadual
A aliança entre o Palácio dos Bandeirantes e a prefeitura se intensificou com a entrada de Felício Ramuth no MDB. A estratégia mira não apenas 2028, mas a indicação de liderança estadual em 2030.
Interlocutores ligados à família Bolsonaro mantêm cautela quanto aos cenários. A leitura compartilhada é de aguardar as urnas de 2026 para desenhar o mapa até 2028.
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